Chuvas em Petrópolis deixaram 234 mortosDivulgação / Philippe Lima

Rio - A 1ª e a 2ª Promotorias de Tutela Coletiva de Petrópolis promoveram, nesta quarta-feira (31), uma reunião com representantes da Defesa Civil, do sindicato das empresas de ônibus do município da Região Serrana, e com o Corpo de Bombeiros. No encontro, técnicos dos órgãos apresentaram protocolo de segurança com sugestões de medidas a serem adotadas no transporte público em caso de inundações por chuvas fortes, como as que deixaram 234 mortos na cidade, há cerca de seis meses.

A Defesa Civil vai instalar cancelas para evitar o acesso à Rua Coronel Veiga em casos de inundações. Além disso, foram mapeadas ilhas de segurança nas vias públicas, onde as pessoas poderão se abrigar em caso de chuva forte. O próximo passo para a implantação do protocolo é a capacitação dos motoristas de ônibus, que receberão orientações para a aplicação prática das medidas. No próximo dia 20 de setembro será realizada nova reunião para analisar eventuais alterações na proposta apresentada nesta quarta-feira.

Entre os diversos encontros realizados com a presença dos órgãos, uma delas também contou com a participação dos motoristas de ônibus. "Eles puderam contribuir com sua experiência e informações sobre as vias públicas. Após esses encontros, os técnicos dos órgãos construíram um protocolo para casos de inundações no Centro Histórico e no acesso à cidade pela Rua Coronel Veiga", destacou a titular da 2ª Promotoria, Vanessa Katz.

Em março deste ano, a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Petrópolis instaurou um inquérito civil para apurar as responsabilidades relacionadas aos dois ônibus da empresa Petro Ita que caíram no Rio Quitandinha, resultando em diversos mortos e feridos, no dia 15 de fevereiro.

"O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) vem demandando do Poder Público, desde o desastre das chuvas fortes que caíram sobre Petrópolis em fevereiro deste ano, ações de resposta, reconstrução e prevenção de novos danos. Nesse sentido, foi vislumbrada a necessidade de cobrar a elaboração de um protocolo de segurança em caso de inundações e criado um Grupo de Trabalho envolvendo a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a companhia de trânsito (CPTrans) e o sindicato das empresas de ônibus", destacou a promotora.