Ucraniana esfaqueada no Aterro do Flamengoreprodução de mídias sociais

Ucraniana fugindo da violência é esfaqueada aqui no Aterro do Flamengo neste fim de semana! Em fevereiro, o congolês Moïse Kabagambe, que veio fugindo da guerra civil no país africano, foi morto espancado em quiosque na Barra da Tijuca!
Esses casos não são isolados, nem coincidências. E certamente, numa busca mais apurada vão aparecer outras ocorrências.
Literalmente, a Guerra é aqui. Nosso inimigo não é a Rússia, somos nós mesmos, quando negligenciamos em educação, oportunidades, igualdade de condições e em atitudes efetivas e não apenas em maquiagens eleitoreiras e efêmeras.
Dados de antes da pandemia, de 2019, referentes a uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, já alertavam o quanto perdíamos com a violência. O levantamento apontava um prejuízo de R$ 150 milhões ao comércio e ao turismo no Rio de Janeiro naquela ocasião.
Apesar da pesquisa ser regional, não podemos nos esquecer de que os efeitos são nacionais. Afinal, a "Cidade Maravilhosa" é o portão de entrada do turista no país. Cada notícia negativa no exterior reflete em mais uma mancha que macula todo o Brasil. Ou seja, falta uma mobilização nacional para tentar reverter o quadro caótico. Não é um problema somente das autoridades locais.
Muito sensível, o turismo, atividade de maior expansão no mundo, acaba sendo a primeira a detectar esses efeitos. E lembrando que esse segmento alavanca diversos outros negócios, entre eles, o já citado comércio, além de bares e restaurantes, aviação, hotelaria, transportes urbanos, entretenimento entre outros.
Não podemos achar também que os prejuízos ficam restritos a queda no número de visitantes. A imagem negativa acaba influenciando outros setores da economia. Afinal, em mundo com capital globalizado, quem vai querer investir em empresas, negócios e ações em um país com tantas notícias negativas?
Para quem quiser mais informações sobre os dois casos que abriram esse artigo, deixo aqui o link da cobertura dos meus colegas de O Dia.
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