Servidores federais reabrem diálogo com o governo Bolsonaro

Funcionalismo público terá reunião com secretário nesta terça-feira; categorias querem interlocução permanente com a União, ampliação do teletrabalho e discutir outros temas

Por PALOMA SAVEDRA

Wagner Lenhart (de costas) se reuniu em outubro de 2019 com integrantes do Fonacate, como o presidente da entidade, Rudinei Marques
Wagner Lenhart (de costas) se reuniu em outubro de 2019 com integrantes do Fonacate, como o presidente da entidade, Rudinei Marques -

O funcionalismo federal dá um passo hoje para a reabertura do diálogo com o governo de Jair Bolsonaro, em uma reunião virtual com o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, Wagner Lenhart. Integrantes do Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) vão tratar da ampliação do home office até o fim da pandemia de covid-19, e, também, da continuação desse modelo de trabalho após esse período.

Serão discutidas ainda a licença-capacitação, que foi reduzida desde o ano passado, e a concessão de aposentadorias. O Fonacate alega que vários processos de servidores com direito a irem para a inatividade estão travados por demora na análise e burocracia do sistema.

"Queremos que seja mantido o teletrabalho enquanto a pandemia não acabar. E discutir a permanência desse modelo, dependendo das carreiras. Até porque a análise do governo é de que o teletrabalho está sendo produtivo", declarou o presidente do Fonacate, Rudinei Marques.

União economiza R$ 200 milhões

Nem todas as categorias são a favor do home office após a pandemia. Essa questão e as peculiaridades de cada carreira também serão colocadas na reunião. Mas para uma grande parte que defende a continuação do teletrabalho, um dos argumentos usados será a economia de quase R$ 200 milhões que o governo registrou com essa medida.
Segundo a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, nos meses de março, abril e maio de 2020, houve redução de R$ 199,6 milhões em despesas com diárias, passagens e transporte dos servidores da União que ficam na capital.
As restrições para viagens nacionais e internacionais, além da alocação de 50% da força de trabalho em home office gerou economia 75,2% em relação ao mesmo período de 2019.

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