Professores municipais poderão ser ressarcidos por gastos em trabalho remoto

Câmara dos Vereadores do Rio aprovou hoje projeto de lei que garante aos educadores o ressarcimento de despesas com energia elétrica, internet e outras

Por PALOMA SAVEDRA

Vereadores aprovaram nesta quinta-feira o projeto de lei
Vereadores aprovaram nesta quinta-feira o projeto de lei -
A Câmara dos Vereadores aprovou, nesta quinta-feira, uma proposta que garante aos educadores da rede municipal de Educação do Rio o ressarcimento de gastos com trabalho remoto e ensino remoto, como com energia elétrica e internet. O projeto de lei, de autoria de Paulo Messina (MDB) e coautoria de outros parlamentares, seguirá para análise do prefeito Marcelo Crivella, que deve sancioná-lo.
A proposta prevê que os benefícios suspensos pela prefeitura nesse período de pandemia, como o auxílio-transporte e difícil acesso, sejam revertidos em ressarcimento de gastos para o desenvolvimento e aplicação do ensino remoto, enquanto vigorar o estado de calamidade pública na saúde. 
Messina alega que não haverá aumento de gastos pela prefeitura, já que, na verdade, direcionará as verbas que seriam aplicadas em benefícios para compensar as despesas com o home office. 
"Fico muito feliz que os vereadores e o Poder Executivo tenham entendido a importância dessa justa iniciativa. Durante a pandemia, os profissionais de Educação vêm dando, mais uma vez, novas provas de dedicação e empenho, fazendo tudo que é possível para contribuir de forma remota para o melhor andamento das atividades nas unidades escolares", declarou Messina. 
O vereador acrescentou que, nesse período, "os educadores têm tirado do próprio bolso para arcar com os custos provenientes desse trabalho, como, por exemplo, gastos com luz, telefone e internet". "O município não poderia ficar de braços cruzados diante dessa realidade, e o projeto vem trazer justiça a essa situação", completou.
Categoria decide fazer greve
Também hoje os educadores da rede municipal decidiram, em assembleia virtual realizada pelo Sepe, não retornar às atividades presenciais no dia 3 de agosto. Eles definiram ainda entrar em greve à medida que forem convocados para a retomada das aulas nas escolas.

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