Empresa portuguesa dá suporte para iniciativas que minimizem enchentes

Designers, programadores e meteorologistas que encontrarem melhores soluções terão um mês de mentoria. Promovido pela Fábrica de Startups, Cidades Inteligentes terminará na segunda-feira

Por RENAN SCHUINDT

Em cinco dias de imersão, programa vai reunir 10 grupos formados por designers, programadores e meteorologistas
Em cinco dias de imersão, programa vai reunir 10 grupos formados por designers, programadores e meteorologistas -

Rio - A empresa portuguesa Fábrica de Startups, inaugurada no dia 8 deste mês no bairro Santo Cristo, na Zona Portuária do Rio, organiza o Cidades Inteligentes. O evento tem como objetivo criar projetos que ofereçam suporte em situações de impacto em vias de alta mobilidade, hospitais, comércios e residências. No encontro, que terminará na próxima segunda-feira, um grupo de 40 brasileiros pensa soluções que auxiliem autoridades na gestão de crises em cenários de chuvas e alagamentos.

Os participantes serão divididos em 10 grupos de quatro pessoas, formado por designers, programadores e meteorologistas. O melhor modelo de negócio receberá um mês de mentoria, além de ser apresentado na primeira edição do Demoday da aceleradora, marcada para o próximo mês. "Nos dois primeiros dias da imersão, os grupos vão se dedicar à identificação dos problemas ligados ao tema. Nos dias seguintes, vão em busca das soluções. No último dia, eles mergulham na parte operacional e prática do projeto", explica Bruno Castello, diretor de operações da Fábrica de Startups.

Evento busca soluções inteligentes para minimizar os efeitos dos alagamentos no Rio - Maíra Coelho / Agência O Dia

Mas os planos da empresa não se limitam apenas ao evento. Com um investimento de R$ 5 milhões, a expectativa dos organizadores é que sejam aceleradas cerca de 130 startups a cada ano na sede da empresa.

REFERÊNCIA NO ASSUNTO

O espaço onde funciona a Fábrica de Startups conta com cerca de 3.700 metros quadrados, agora à disposição do evento. Destaque para a palestra 'Reinventando o Rio através da inovação', ministrada pelo professor Shawn Amsler, especialista em desenvolvimento imobiliário da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Vale lembrar que o tema é o propósito da Fábrica de Startups ter se instalado na cidade.

EMPRESAS INSTALADAS

Até o momento, já foram apresentadas as cinco primeiras empresas âncoras em segmentos variados. Aliansce Shopping Centers (varejo de shopping center), Tishman Speyer (setor imobiliário), Athié Wohnrath (tecnologia da Construção Civil), Embratel (parceira de tecnologia) e Sistac (manutenção e inspeção de plataformas de óleo e gás).

Melhor modelo de negócio será premiado com um mês de mentoria dentro da própria aceleradora - Divulgação

OS DESAFIOS

Em seu portfólio, a Fábrica já conta com 550 startups aceleradas. Para o próximo ano, serão lançados outros programas para resolver os desafios das empresas âncoras da aceleradora. "A startup pode contribuir na busca por eficiência, performance e novas fontes de receita de uma grande empresa. São soluções inovadoras e com uma agilidade que é muito difícil a corporação praticar", explica o CEO Hector Gusmão. Por outro lado, as startups buscam clientes e conhecimento para fazer o negócio crescer. "É um casamento perfeito, mas não tão simples. Por isso que a Fábrica atua para que dois mundos tão distintos se relacionem de forma que gere resultados", complementa Gusmão.

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Em cinco dias de imersão, programa vai reunir 10 grupos formados por designers, programadores e meteorologistas Divulgação
Melhor modelo de negócio será premiado com um mês de mentoria na própria aceleradora Divulgação
Chuva alaga ruas no bairro do Jacaré, Zona Norte Maíra Coelho / Agência O Dia

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