Artesanato movimenta cerca de R$ 50 bilhões por ano no país

Nesta quinta-feira, a primeira edição do Festival Sesc de Economia Criativa irá reunir 100 artesãos no Shopping Grande Rio, em São João de Meriti. Para entrar, é preciso doar um quilo de alimento não-perecível

Por RENAN SCHUINDT

A artesã Alessandra Vaz tem a própria marca de bolsas e acessórios
A artesã Alessandra Vaz tem a própria marca de bolsas e acessórios -

Rio - O setor da Economia Criativa segue em constante crescimento no país. Para se ter ideia, a cada ano esse mercado movimenta cerca de R$ 50 bilhões, apenas no Artesanato. De acordo com o IBGE, 10 milhões de brasileiros ganham a vida com a comercialização de produtos artesanais. Parte desses artesãos se reúnem nesta quinta-feira em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, onde participam da primeira edição do Festival Sesc de Economia Criativa.

O evento, que vai contar com 100 artesãos, acontece no Shopping Grande Rio, das 10h às 16h. Para entrar, é preciso doar um quilo de alimento-não perecível. As doações serão revertidas ao programa Mesa Brasil Sesc, que distribui os alimentos para entidades assistenciais. Assessórios de moda, artigos de decoração, brinquedos, utilidades domésticas e outras peças confeccionadas em oficinas do Sesc Criativo estarão à venda do público.

Alessandra Vaz, que participa de um coletivo de artesãs de Niterói, será uma das expositoras. Ela buscou a formalização e a formação para gerenciar os seus negócios. "Nosso grupo debate a formação de preços dos produtos, estratégias para divulgação de nossas marcas, além de participarmos de palestras e oficinas", diz a proprietária da Ale Vaz Bolsas e Acessórios.

Feira acontece no Shopping Grande Rio, em São João de Meriti e contará com 100 expositores - Maíra Coelho / Agência O Dia

ARTE E SERIEDADE

Especializada em reaproveitamento, Lina d'Mello também estará na feira para expor os seus trabalhos. Ela confecciona colares com a parte interna de cabos de antena e fundos de latinhas de alumínio. Lina também utiliza banners descartados para criar bolsas estilizadas. "Essa história que o artesanato é passatempo de mulher não existe. É um negócio sério e muito rentável", garante a artesã.

DIFERENTES REGIÕES

Os artesãos vêm de diferentes localidades do estado. Além da capital fluminense, também participam profissionais vindos de Barra Mansa, Campos, Duque de Caxias, Niterói, Petrópolis, São Gonçalo, São João de Meriti, Teresópolis e Três Rios. Na feira, os visitantes vão ter a chance de saber mais sobre a confecção das peças em oficinas no local.

O público poderá comprar assessórios de moda, artigos de decoração, brinquedos, utilidades domésticas, entre outras peças. Haverá, ainda, apresentações de coral e dança, desfile de acessórios e uma exposição de peças criadas com lixo reciclável.

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A artesã Alessandra Vaz tem a própria marca de bolsas e acessórios Reprodução Facebook
Feira acontece no Shopping Grande Rio, em São João de Meriti e contará com 100 expositores Maíra Coelho / Agência O Dia

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