PM investiga se policiais deram carona a traficantes em caveirão na Cidade Alta

Caso tem circulado em áudio nas redes sociais. Na última terça-feira, 45 traficantes foram presos

Por O Dia

Rio - A Corregedoria Interna da Polícia Militar instaurou um procedimento para investigar se policiais deram carona a traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) em um caveirão, na Cidade Alta, em Cordovil, Zona Norte do Rio. O caso, que teria ocorrido durante um confronto entre a facção criminosa e o Comando Vermelho na última terça-feira, tem circulado em um áudio nas redes sociais.

Na ocasião, 45 traficantes foram presos e 32 fuzis apreendidos. Os moradores viveram momentos de terror por causa dos intensos confrontos e dos ônibus incendiados em vias próximas à comunidade, como na Avenida Brasil. 

Na gravação, um homem orienta PMs a chegarem na Cidade Alta, já que faz referências a alguns lugares da favela e de Cordovil, como a Escola Municipal Ministro Lafayette de Andrada. Apesar de chamarem uma pessoa de Félix, não é possível identificar de quem são as vozes.

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança informou que ao tomar conhecimento do áudio, o secretário Roberto Sá determinou ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, que a Corregedoria da PMERJ instaure um procedimento investigatório.

Fuzil de elite da polícia está na lista de apreensões

A arma mais moderna usadas pelas forças policiais do Rio está na lista dos 32 fuzis apreendidos nas mãos dos criminosos presos ao tentarem retomar pontos de venda de drogas na Cidade Alta, na última terça-feira.

“O modelo AR-10 é um fuzil de excelência. Não é a primeira vez que ele aparece nas mãos de presos, mas isso nos chama a atenção”, afirmou ao DIA o delegado Fabrício Oliveira, titular da Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos), que é recém-criada.

Além do AR-10, em uma avaliação preliminar, entre os fuzis apreendidos estão: dezenove outras unidades de fuzis de plataforma AR15 / M16; oito modelos AK47; três FAL; um Sig Sauer . Todos são novos e estão passando por uma perícia detalhada no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para confirmar os calibres e as suas numerações, a fim de permitir que a Desarme realize o rastreamento das armas de fogo.

O laudo que terá a identificação final dos fuzis deverá ficar pronto em 10 dias. As primeiras apreensões de AR-10 ocorreram no ano passado, totalizando 13 unidades encontradas nas mãos de traficantes.

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