Pelo menos seis corpos são encontrados na Praia Vermelha

Familiares acusam a polícia de ter executado os jovens na mata e jogados os corpos ao mar. Equipes dos Bombeiros atuam no local

Por CÁSSIO BRUNO

Movimentação policial na Praia Vermelha, após intensa troca de tiros entre policiais militares e traficantes escondidos na mata do Morro da Babilônia
Movimentação policial na Praia Vermelha, após intensa troca de tiros entre policiais militares e traficantes escondidos na mata do Morro da Babilônia -

Rio - Ao menos seis corpos foram encontrados no mar, na manhã deste domingo, entre o Leme e a Praia Vermelha, Zona Sul do Rio. As famílias acusam a Polícia Militar de ter executado os jovens na mata e jogado os corpos ao mar. Parentes das vítima prestaram depoimentos na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca. 

Os homens foram identificados, segundo os parentes, como: Hernane Souza, de 22 anos; Ângelo Martins dos Santos, vulgo Foca, 24 anos; Franklin, vulgo Tinaia; Natan da Vila aliança; e outro identificado apenas como HB.

"O que sei é que um traficante que conseguiu fugir disse que eles (bandidos) se renderam, mas todos foram obrigados a ficar de joelhos e foram executados em seguida pela polícia. Os militares jogaram os corpos de cima da pedra para o mar. Eles são bandidos, mas são seres humanos. A polícia não poderia fazer isso", disse uma prima de Hernane, que preferiu não se identificar para a imprensa.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que "A Delegacia de Homicídios da Capital foi acionada e os corpos estão sendo periciados". A Polícia Militar ainda não se manifestou.

Na sexta-feira, um criminoso foi preso e seis fuzis foram apreendidos na mata, porém ninguém soube informar sobre os bandidos que portavam as armas apreendidas. Na ação, policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foram acionados. Houve confronto e um policial ficou ferido.

Familiares fizeram uma caminhada de duas horas, em busca das vítimas, até localizarem a região na noite de sábado. Ao identificarem o local, avisaram os policiais da UPP Chapéu Mangueira e o Corpo de Bombeiros, que só começaram as buscas na manhã deste domingo.

A movimentação de fotógrafos, repórteres e cinegrafistas, em um dos maiores cartões postais do Rio, o Pão de Açúcar, não interrompeu a rotina de banhistas, turistas e vendedores ambulantes na Praia Vermelha.

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