Flordelis: mãe do pastor Anderson prestará depoimento nesta quarta-feira

De acordo com a apuração do DIA, Maria Edna Virginio do Carmo Oliveira, 64 anos, trará 'fatos novos e relevantes para a investigação'. Segundo o advogado Ângelo Máximo, foi acertado com a delegada Bárbara Lomba ouvir a mãe do pastor

Por RAFAEL NASCIMENTO

Maria Edna Virginio de Oliveira junto ao tumulo do filho, o pastor Anderson do Carmo
Maria Edna Virginio de Oliveira junto ao tumulo do filho, o pastor Anderson do Carmo -
Rio - A mãe do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada Flordelis (PSD-RJ) assassinado dentro de casa em Niterói, prestará depoimento na manhã desta quarta-feira na Delegacia de Homicídios de Niterói (DHNSGI). De acordo com a apuração do DIA, Maria Edna Virginio do Carmo Oliveira, 64 anos, trará "fatos novos e relevantes para a investigação".  

Segundo o advogado Ângelo Máximo, que representa a família da vítima, foi acertado com a delegada Bárbara Lomba ouvir a mãe do pastor. "A importância de ouvir a dona Maria Edna é dela ser a mãe da vítima. Precisamos saber, através dela, se a vítima tinha relatado algo a ela sobre o âmbito familiar. Por isso a importância dela prestar depoimento. Queremos saber se houve algum desentendimento e se o pastor Anderson havia lhe falado algo”, disse.

O DIA apurou que Maria Edna deve reforçar a tese de que Anderson do Carmo vinha reclamando de passar mal depois de comer na casa e dos remédios que eram administrados por Flordelis e os filhos. As reclamações teria sido feitas pelo pastor à mãe.

Familiares da mãe, entre elas a irmã, estão revoltados com a atitude de Flordelis de até hoje não ter procurado nenhum parente do pastor. Maria Edna é de São Miguel Paulista, interior de São Paulo, e está desde o sábado no Rio.

Presidente do STF estuda caso Flordelis

O ministro Dias Toffoli, presidente do STF, estuda monocraticamente o caso Flordelis e como vai orientar a Polícia Civil do Rio e o Ministério Público do Rio (MPRJ) no caso. Uma fonte ouvida pelo DIA garante que o magistrado será favorável a ajudar "no que for necessário à investigação".
A DHNSGI enviou no último dia 28 um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a deputada federal Flordelis, já que ela possui foro privilegiado e o crime não ocorreu em razão das funções do mandato da parlamentar. Como o Judiciário está de recesso, o presidente do STF estuda o caso monocraticamente. A chefe da investigação, Bárbara Lomba, estaria inclinada a fazer uma reprodução simulada do crime.
Advogada deixa de defender Flávio dos Santos
Uma das advogadas que defende Flávio dos Santos Rodrigues, 38 anos, filho de Flordelis, deixou o caso do assassinato de Anderson do Carmo. Alexandra Menezes alegou foro íntimo, deixando o caso por motivos pessoais. Segundo a lei, após protocolar o pedido de desligamento do processo, a advogada ainda deve permanecer na defesa do acusado por mais dez dias.
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