Laudo vai determinar se jovem morta em Bangu foi atingida por três ou quatro tiros

PMs que estavam na operação vão prestar depoimentos novamente; quatro armas foram apreendidas para confronto balístico

Por RAFAEL NASCIMENTO

Margareth e o filho de 1 ano e dez meses ficaram no meio de tiroteio
Margareth e o filho de 1 ano e dez meses ficaram no meio de tiroteio -
Rio - Saíra no final da tarde desta quinta-feira o laudo do Instituto Médico Legal (IML) que vai apontar a quantidade exata de tiros que acertaram a jovem Margareth Teixeira da Costa, de 17 anos, na noite da última terça-feira, na Comunidade 48, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Margareth foi alvejada durante uma operação da Polícia Militar, quando ia com o filho à igreja. Na ocasião, a criança de 1 anos e dez meses também foi baleada.
Segundo apurou o DIA, o pré-exame do IML aponta que o corpo da jovem tem três marcas de tiros (um no tórax, um na perna e um terceiro na canela). No entanto, existe a suspeita de uma quarta perfuração no corpo da jovem. Só uma análise profunda do cadáver irá confirmar a quantidade de tiros que atingiu a jovem. 
Nesta tarde, a 34ª DP (Bangu) transferiu para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste, o inquérito da morte da mulher.

Até agora, ao menos seis policiais militares que estavam na operação prestaram depoimento. Quatro armas (dois fuzis e duas pistolas) foram apreendidas pela 34ª DP e encaminhadas à DHC.
NOVOS DEPOIMENTOS
De acordo com fonte ouvidas pelo DIA, todos os PMs envolvidos na ação prestarão mais depoimentos. Os agentes da DHC querem saber se há alguma contradição na fala dos agentes.
Todas as armas apreendidas vão passar por um confronto balístico (uma perícia) para saber se a jovem foi morta por disparos que partiram dos armamentos dos agentes. Peritos do IML extraíram fragmentos de balas do corpo da jovem. Esse material será usado na perícia que acontecerá na próxima semana.

Segundo o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), é prematuro afirmar de quais armas partiram os disparos que acertaram a jovem.
"Por isso vamos fazer o confronto balístico. É com ele que vamos ter a certeza de quais armas foram usadas e de onde esses tiros partiram, includindo ou excluindo as armas apreendidas na investigação", pontou Nunes.

O corpo de Margareth continua no IML. A jovem deverá ser enterrada nesta sexta no Cemitério do Caju, na Zona Portuária. O filho dela, que foi atingido na perna, continua internado em estado estável no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo.

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Margareth e o filho de 1 ano e dez meses ficaram no meio de tiroteio Reprodução / Facebook
Margareth Teixeira da Costa Arquivo Pessoal

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