Após entregar o cargo, delegada Adriana Belém diz que prisão de seu braço-direito 'foi uma surpresa'

Belém afirmou que não sabia de qualquer envolvimento do chefe de Investigação da delegacia da Barra, o inspetor Jorge Luiz Camillo Alves, com a milícia de Rio das Pedras

Por Maria Luisa de Melo

Belém com o chefe de Investigação da delegacia da Barra, o Jorge Luiz Camillo Alves, preso na operação Os Intocáveis II
Belém com o chefe de Investigação da delegacia da Barra, o Jorge Luiz Camillo Alves, preso na operação Os Intocáveis II -
Rio - A delegada Adriana Belém disse, ao DIA, que não sabia de qualquer envolvimento de seu braço-direito, o inspetor Jorge Luiz Camillo Alves, com a milícia que age em Rio das Pedras. O policial foi preso durante operação realizada nesta quinta-feira contra o grupo paramilitar. Hoje, Belém entregou o cargo de titular da 16ª DP (Barra da Tijuca).
"Foi uma surpresa pra mim esse episódio lamentável", disse a delegada, sobre a prisão de Camillo. "Não sei nada sobre a investigação, por isso, nem tenho muito o que dizer. Eu soube dos fatos pela imprensa".
Belém deixou o comando da distrital da Barra após a prisão de Camillo e do inspetor Alex Fabiano Costa de Abreu, também da 16ª DP. Ontem, o Corregedor da Polícia Civil, o delegado Glaudiston Galeano Lessa, cogitou o afastamento da delegada. Ela não foi alvo da investigação do Ministério Público estadual (MPRJ), indiciou 45 pessoas e prendeu 33.
"A decisão de entregar o cargo foi minha, por uma questão da razoabilidade. Trabalhei durante dez anos com o Camillo", disse.

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Belém com o chefe de Investigação da delegacia da Barra, o Jorge Luiz Camillo Alves, preso na operação Os Intocáveis II Reprodução / Instagram
Belém com o chefe de Investigação da delegacia da Barra, o Jorge Luiz Camillo Alves, preso na operação Os Intocáveis II Reprodução / Instagram
Belém com o chefe de Investigação da delegacia da Barra, o Jorge Luiz Camillo Alves, preso na operação Os Intocáveis II Reprodução / Instagram
De acordo com o MPRJ, os policiais presos na ação de ontem recebiam propina para deixar de combater as ações do Rio das Pedras e região.
A ligação do chefe de Investigação da 16ª DP com o grupo paramilitar era tão grande que ele era conhecido como o Amigo da 16 pelos criminosos. O policial foi flagrado em várias conversas com o PM reformado Ronnie Lessa, preso acusado de ser um dos assassinos da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes.
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