Witzel dá ultimato para que governo federal ajude estados em meio ao surto do novo coronavírus
Governador prevê cerca de 900 leitos para pacientes infectados pela doença, parte deles no hospital de campanha que será montado no estádio do Maracanã
Witzel e Edmar Santos quando estava à frente da pasta da Saúde: governador envolvido em suspeitasAndré Melo
Por O Dia
Rio - O governador Wilson Witzel (PSC) disse, na manhã desta quinta-feira, que se o governo federal não ajudar os estados nos impactos causados à economia por causa das medidas adotadas no combate ao novo coronavírus (covid-19), as unidades da federação vão entrar em um "caos financeiro". O governador afirmou que se até a próxima segunda a União não previr recursos extras, o Rio terá que reavaliar a determinação de fechamento das empresas.
"Não podemos pedir para autônomos, pequenos empresários, para empresas ficarem paralisadas se não houver uma sinalização imediata do ministro Paulo Guedes que ele vai colocar pelo menos R$ 500 bilhões na economia", calculou Witzel, em entrevista à TV Globo.
"Não podemos pedir para que as pessoas fiquem em casa, que as empresas fiquem fechadas, se quem tem condições de socorrer, que é o governo federal, e tem dinheiro para isso, não tomar as providências. As responsabilidades passam a ser deles", alertou.
"Se o governo federal, até segunda-feira, não apresentar algo que dê esperança para que as pessoas possam saber que não vão morrer de fome e não vão ter um cataclisma na suas vidas, vai ser muito difícil continuar com essas medidas protetivas", avisou.
Além dos leitos criados no Maracanã, Witzel especificou que há outros sendo liberados no Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda, e no Instituto Estadual do Cérebro, no Centro da capital. Além disso, vão ser montados hospitais de campanha na Barra da Tijuca, em um terreno cedido pela Prefeitura do Rio, e em Nova Iguaçu e São Gonçalo.
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"Toda essa logística deve, nos próximos 15 dias, estar já adiantada. Acompanhando a curva de contaminação com as medidas de restrição da circulação, vamos conseguir no próximo dia 4 fazer uma avaliação das restrições da mobilidade. Já teremos condições de atender os pacientes mais crônicos e assim começar lentamente a retomar a atividade econômica com responsabilidade e preservando vidas, que é o que mais estamos preocupados neste momento", afirmou.