Witzel elogia sua atuação na Saúde após notícia de delação premiada de Edmar Santos

Governador disse que sua gestão na área é 'pioneira' ao fazer a quebra de sigilo dos contratos firmados pela Secretaria de Saúde durante a pandemia

Por O Dia

Declaração do governador foi dada após informação de que o ex-secretário Edmar Santos teria apresentado provas sobre seu envolvimento nas fraudes em contratos da Saúde
Declaração do governador foi dada após informação de que o ex-secretário Edmar Santos teria apresentado provas sobre seu envolvimento nas fraudes em contratos da Saúde -
Rio - O governador Wilson Witzel (PSC) disse, na manhã desta quarta-feira, que sua gestão na Saúde do estado está sendo "pioneira". Witzel creditou o pioneirismo ao pedido de quebra de sigilo dos contratos firmados pela Secretaria estadual de Saúde durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).
"O governador Wilson Witzel esclarece que, desde que surgiram as primeiras denúncias de possíveis irregularidades nas compras emergenciais e contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde, determinou a imediata quebra de sigilo desses documentos e abriu sindicância para apurar o autor do pedido de sigilo.
Witzel reitera também que, nesse sentido, sua administração foi pioneira ao adotar, no Rio de Janeiro, o SEI (Sistema Eletrônico de Informações), onde são lançados todos os contratos e pagamentos do governo do Estado do Rio de Janeiro. Witzel tem ainda a convicção de que o papel da imprensa é mesmo o de fiscalizar e acompanhar tudo o que está sendo feito com recursos públicos", o governador alegou, em nota.
A declaração de Witzel foi dada um dia depois de a revista Veja dizer que o ex-secretário Edmar Santos apresentou provas de envolvimento do governador em irregularidades na Saúde, em acordo de delação premiada firmada com Procuradoria Geral da República (PGR).
Após a notícia ser divulgada, Witzel se defendeu em seu perfil no Twitter, dizendo que jamais se desviou "pelo caminho da lei" e que desde janeiro de 2019, quando assumiu o mandato, seu objetivo é reerguer o estado.
O ex-secretário Edmar Santos foi preso na última sexta-feira, acusado de fazer parte da uma quadrilha que se instalou na Secretaria de Saúde para desviar verbas durante a pandemia. A organização criminosa, que já teve 11 pessoas presas, teria movimentado 36.922.920,00 dos cofres públicos do estado.

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