Flordelis vai responder na Justiça como a mandante da morte do marido - Luciano Belford / Agência O Dia
Flordelis vai responder na Justiça como a mandante da morte do maridoLuciano Belford / Agência O Dia
Por iG
Rio - A Polícia Civil apontou 33 contradições ou observações quanto ao depoimento que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) prestou no dia 21 de maio deste ano sobre a morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. De acordo com a CNN, Flordelis prestou falso testemunho.
A evangélica foi ouvida por cerca de duas horas e relatório do depoimento apontou indisposição da parlamentar para colaborar com a investigação. Flordelis é ré na Justiça como a mandante do assassinato do marido.

Durante o depoimento, Flordelis disse que não se lembra muito bem de detalhes do dia do crime, porque estava nervosa e foi sedada.
Publicidade
"Muita coisa desse período, assim, não lembro, não me recordo, porque eu estava muito em choque", alegou. Apesar disso, ela conseguiu detalhar acontecimentos posteriores, como conversas que teve com os filhos e transações da igreja Ministério Flordelis.
LEIA MAISFlordelis ofereceu filha sexualmente a pastores estrangeiros e frequentava casas de swing

Outra questão que chamou a atenção da polícia foram os relatos sobre um cofre que a deputada mantinha em sua casa, em Pendotiba, Niterói. De acordo com ela, apenas ela e o marido Anderson possuíam acesso a ele. Depois, ela disse que dois filhos também tinham a senha.

Em outro momento, Flordelis afirmou que Marzy Teixeira da Silva, uma das filhas adotivas, encontrou o cofre aberto e roubou o dinheiro que tinha nele. Por fim, ela explicou que o valor de R$ 5 mil estaria em uma bolsa, que era carregada por Anderson. A bolsa em questão e o celular do pastor desapareceram.