Tribunal de Justiça do Rio manda caso 'Porta dos Fundos' para a Justiça Federal
Apesar da mudança de esfera, Eduardo Fauzi vai continuar preso, acusado de crime de terrorismo. Ele está detido em Moscou desde setembro do ano passado
Em setembro passado, o TJRJ recebeu do Ministério Público do Rio a denúncia contra Eduardo Fauzi, acusado de, juntamente com outras pessoas, arremessar coquetéis molotov em direção ao prédio onde funcionava a produtora, no Humaitá, Zona Sul do Rio. De acordo com a acusação, ele teria assumido o risco de matar o vigilante do edifício no momento do ocorrido. Na decisão, foi decretada ainda a prisão preventiva de Eduardo.
Segundo a denúncia, pelo fato de a porta de acesso ao edifício ser de vidro, o vigilante poderia ser visto pelo lado externo. Para o Ministério Público, a vítima só não morreu porque teve pronta reação, conseguindo controlar o incêndio causado pelo artefato e fugir do imóvel, mesmo a portaria sendo pequena, com apenas uma saída.
A última decisão destaca que o delito foi praticado por motivo fútil, por ter ocorrido discordância em relação ao material artístico "Episódio de Natal" produzido pela produtora. Para o juiz Alexandre Abrahão, da 3ª Vara Criminal do Rio, há indícios mínimos de autoria com base no relato da vítima e de testemunhas, assim como há risco à garantia da ordem pública caso o acusado seja mantido em liberdade.