Vacinação na Praça do Pacificador em Duque de Caxias.
Vacinação na Praça do Pacificador em Duque de Caxias.Estefan Radovicz / Agencia O Dia
Por O Dia
Rio - A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, nesta quarta-feira (31), que foram registradas 295 mortes nas últimas 24 horas, sendo este o maior número desde junho e o segundo maior da pandemia. Além disso, novos 3.121 casos foram contabilizados. 
Desde o início da pandemia, foram contabilizados 647.875 casos e 36.727 óbitos provocados pela doença. Entre os casos confirmados, 600.983 pacientes se recuperaram da doença.
As taxas de ocupação de enfermaria covid e de UTI covid estão em 82,5% e 89,2%, respectivamente. Os dados são do Painel de Monitoramento covid-19, atualizado às 17h pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Terceira onda
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O Estado do Rio de Janeiro enfrenta uma terceira onda de disseminação da covid-19 e a principal causa para o surgimento do fenômeno pode ser a influência direta da variante de Manaus, a P1. A consideração é do médico da Subsecretaria de Vigilância em Saúde do Estado, Alexandre Chieppe, que concedeu uma entrevista ao DIA na manhã desta quarta-feira (31).
"Durante a segunda onda, de novembro a dezembro do ano passado, predominava a P2 (da Inglaterra). A partir de janeiro deste ano, começamos a verificar a predominância da variante de Manaus. Então a hipótese que levantamos é que provavelmente essa nova onda no estado ocorreu em função da P1", afirmou o médico.
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A terceira onda que atinge o estado provocou um forte aumento no número de internações e na fila de espera por pessoas que precisam de um leito de UTI. O médico menciona que não há uma previsão definida para a redução das lotações nos hospitais e diminuição dos casos.
"É difícil prever, o que fazemos é algumas simulações com a base no que aconteceu com outros estados, em que o número de casos subiu, se manteve em platô e diminuiu. Essa fase costuma durar em torno de oito semanas, estamos num platô neste momento e a gente espera até alguma queda, mas é difícil afirmar isso", ponderou.
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Chieppe afirmou que Secretaria de Estado de Saúde (SES) começou a realizar um trabalho de sequenciamento genético da nova variante para fazer uma melhor identificação do vírus que está circulando no estado. Segundo o médico, o estudo permite ao governo se preparar preventivamente para detectar e combater as novas variantes.
"Quanto maior o número de amostras que tivermos, maior a capacidade de detecção das novas mutações adaptáveis ao ser humano. Temos outras variantes no mundo, e existe a possibilidade do surgimento de novas mutações, por isso precisamos nos antecipar a esse risco", disse.
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Questionado pelo DIA se a nova variante teria uma influência direta no aumento do número de pessoas mais jovens internadas, Chieppe afirmou que não é possível fazer uma relação direta, mas mencionou que houve um aumento de casos de internações do grupo.
"Isso provavelmente está relacionado a nova cepa, como ela tem uma capacidade de disseminação maior, essas pessoas [mais jovens] que eventualmente não pegaram o vírus no ano passado ou nas duas ondas anteriores, agora estão se contaminando por conta da capacidade de transmissão das novas variantes", afirmou.
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