A Defensora Pública Gislane Kepe, que cuida do caso, esclareceu que as famílias foram encaminhadas ao suporte psicossocial do município de Belford Roxo. No entanto, quem assumiu o papel por esse atendimento foi o Estado do Rio. Segundo ela, "o município de Belford Roxo deixou a desejar nesse atendimento porque durante a pandemia não havia esquema de atendimento como esses para a população", esclareceu.
Ainda segundo ela, a Defensoria vem pressionando a Polícia Civil para novos esclarecimentos sobre o caso e sobre a demora na elucidação do desaparecimento das crianças.
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"A gente vem pedindo pra saber atualizações do inquérito e também dando sugestões do encaminhamento. Nos baseamos na politica nacional e estadual da busca de pessoas desaparecidas. Lá diz que a Policia Civil tem que entrar em contato com a Policia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, aos Portos e rodoviárias para que seja indicada característica das crianças. Principalmente pessoas vulneráveis", disse.
"Estamos pressionando sempre, pedindo através de oficio atualização das diligências, resultados dessas diligências e que nos vem sendo informado é que sem novas pistas é difícil ter uma linha mais concisa do caso", destacou.
O Ministério Público informou que depois da divulgação das imagens dos três meninos na rua, a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada dos Núcleos Duque de Caxias e Nova Iguaçu recebeu e checou diversas denúncias anônimas sobre o paradeiro dos meninos. Ainda de acordo com o órgão, vizinhos e familiares continuam sendo ouvidos. A Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) estaria analisando novas imagens obtidas, mas que em primeira análise não seriam dos jovens. A Promotoria também destacou que as diligências seguem em sigilo seguindo outras linhas de investigação.
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