Calendário de vacinação para crianças na cidade do RioReprodução do Instagram

Rio - O prefeito Eduardo Paes publicou em sua conta oficial no Twitter o calendário de vacinação de crianças entre 5 e 11 anos na cidade do Rio. A partir do dia 17 deste mês até o dia 9 de fevereiro, serão três dias destinados para cada idade, sendo o primeiro para meninas de 11 anos, o segundo para meninos de 11 e o terceiro para repescagem. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a expectativa é de que 560 mil crianças sejam vacinadas na capital. 
A SMS informou que o calendário de imunização infantil contra covid está escalonado por idade, independentemente de comorbidades. O imunizante aplicado nas crianças será o da Pfizer, único autorizado para esta faixa etária pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vacinação do grupo foi aprovada no dia 16 de dezembro. No site da agência constam informações sobre os resultados da vacina nesse público-alvo, que, segundo a entidade, incluíram "uma análise técnica criteriosa de dados e estudos clínicos conduzidos pelo laboratório".
O secretário municipal, Daniel Soranz, ressaltou a importância e a segurança da vacina durante a inauguração do centro de atendimento a pacientes com síndrome gripal do Clube Municipal do Servidor, na Cidade Nova, nesta quinta-feira. Ele lembrou ainda que países como Canadá, Portugal, União Europeia, Israel e Austrália já vacinaram crianças nesta faixa-etária com o mesmo imunizante.
"A gente já está treinando nossos profissionais da rede básica e do Sistema Único de Saúde para essa aplicação. É uma vacina extremamente segura, ela já foi aplicada em mais de 14 milhões de crianças pelo mundo [...] é uma vacina segura e que pode ser aplicada nas nossas crianças, sem nenhuma contraindicação", disse o secretário.
A Anvisa também destacou que a dosagem da Pfizer para crianças é menor, mas manteve o intervalo de 21 dias entre as doses. Para os maiores de 12 anos, é aplicado 0,3mL em ambas as doses. Já para as crianças entre 5 e 11 anos serão administradas doses de 0,2mL. 
Em 23 de dezembro, o Ministério da Saúde abriu uma consulta pública para entender a opinião da população quanto a imunização infantil. A medida foi duramente criticada por especialistas, que a consideraram desnecessária, já que a Anvisa já tinha feito testes, analisado documentos e o risco das doses para as crianças, chegando a conclusão de que a vacinação era eficaz para este público.
A consulta pública terminou no domingo, 2, com cerca de 24 mil contribuições. Como resultado, a maioria votou ser contra a obrigatoriedade da vacina, mas não havia uma pergunta direta sobre o tema. O questionamento no formulário era "você concorda com a vacinação em crianças de 5 a 11 anos de forma não compulsória conforme propõe o Ministério da Saúde?", ou seja, só era possível dizer "sim" ou "não" a proposta do ministério, mas não afirmar efetivamente sobre a obrigatoriedade da vacinação.
Nesta quarta (04), um grupo de pais, responsáveis e alunos do Colégio Pedro II, em São Cristóvão, reuniu-se em frente à Secretaria de Estado de Saúde para reivindicar o direto da vacinação pelas crianças. O protesto, organizado pelo MoVac, Movimento pela Vacina das Crianças, começou às 12h e pediu às autoridades decisões mais afetivas sobre a imunização dos pequenos contra a covid-19.
No último dia 29, secretários municipais e estaduais de Educação da cidade do Rio, de São Paulo, Fortaleza e do estado do Rio Grande do Norte assinaram uma carta pedindo o início imediato da imunização de crianças de 5 a 11 anos durante o recesso escolar. Chefes da pasta de Educação de Petrópolis, Rio Bonito, Paracambi, Niterói, Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Bom Jardim e Nova Iguaçu também assinaram o documento. A carta foi enviada ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.