Gabriel Caetano Freixo dos Santos foi baleado na cabeça ao ser recusar a entregar moto para assaltantesReprodução/Redes Sociais

Rio – O jovem Gabriel Caetano Freixo dos Santos, de 19 anos, morto neste domingo (27), com um tiro na cabeça em uma tentativa de assalto, em Anchieta, na Zona Norte do Rio, será velado às 8h e enterrado às 11h, nesta terça-feira (28), no Cemitério Jardim da Saudade, em Jardim Sulacap, na Zona Oeste.

Na manhã desta segunda-feira (28), familiares foram ao Instituto Médico Legal (IML) para a liberação do corpo.


Gabriel foi vítima de criminosos que tentaram roubar sua motocicleta. A vítima trabalhava sozinha no pet shop da família, na Estrada do Engenho Novo, quando os bandidos se aproximaram e anunciaram o assalto. O rapaz foi encontrado já sem vida no estabelecimento, na manhã de ontem, por militares do Corpo de Bombeiros.

A Polícia Militar também foi acionada e afirmou que os policiais encontraram o corpo no local e isolaram a área para perícia.

De acordo com uma testemunha, que preferiu não se identificar, Gabriel foi abordado pelos assaltantes, teria se recusado a entregar o veículo e jogado a chave para dentro da loja. Em seguida, ele foi baleado na cabeça pelos criminosos, que fugiram do local. Moradora do bairro há 30 anos, ela conta que havia passado na pet shop mais cedo, que estava fechada, e ao voltar algum tempo depois, encontrou o estabelecimento revirado e o jovem baleado. A motocicleta, que não foi levada, também passou por perícia.

"Eles (assaltantes) queriam a moto dele e ele jogou a chave no canto (da loja), não deu a chave. Então, eu acho que aquela bagunça foi porque eles começaram a procurar a chave ali e não acharam, aí pegaram ele. Ele era muito simpático, muito gente boa, eles (a família) não tinham inimizade com ninguém, são evangélicos. Eu vi esse menino bebê, porque moro aqui há 30 anos, vi ele e a irmãzinha dele nascerem", lamentou a testemunha, que é enfermeira e acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
"Meu domingo ontem acabou depois que aquilo ali aconteceu. Hoje eu levantei pensando: "meu Deus, como é que vai ser daqui em diante para eles?", porque eu tenho um filho, um neto praticamente da idade dele, então me coloco no lugar, é muito difícil, fiquei desesperada. Eu quase não dormi, tomei calmante. Muito triste", desabafou a enfermeira.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e diligências estão em andamento para identificar a autoria do crime.