Estado do Rio não confirma salário de maio no 10º dia útil

Pezão diz que greve dos caminhoneiros afetará a arrecadação e evita fazer previsão sobre depósito

Por PALOMA SAVEDRA

Governador Pezão decidiu não cravar informações sobre data de pagamento do salário de maio
Governador Pezão decidiu não cravar informações sobre data de pagamento do salário de maio -

Rio - O governo estadual ainda não garante o pagamento do salário de maio no prazo oficial, que é o décimo dia útil (14 de junho), para o funcionalismo. À Coluna, o governador Luiz Fernando Pezão disse que espera analisar o resultado da arrecadação a partir do dia 10. A maior preocupação do Executivo, neste momento, é a possível queda de receita devido às consequências da paralisação dos caminhoneiros.

Questionado se não há como confirmar o pagamento em dia, o governador declarou: "Não. Essa greve vai afetar muito a arrecadação". Sobre o risco de ocorrer novamente atraso salarial, ele evitou fazer previsões. "Vamos esperar", respondeu.

A Coluna também pediu posicionamento da Secretaria Estadual de Fazenda e Planejamento sobre o depósito dos vencimentos de maio. A pasta informou que "está concentrando esforços para que o pagamento de maio seja feito dentro do calendário regular do funcionalismo, no décimo dia útil".

Desde janeiro (quando dezembro foi depositado) que o governo voltou a pagar em dia os salários mensais dos servidores ativos, aposentados e pensionistas. Os vencimentos de abril, inclusive, chegaram a ser antecipados para uma parcela do funcionalismo que ganhava menos.

Quem recebia salários líquidos de até R$ 3 mil teve o pagamento depositado no oitavo dia útil. O crédito alcançou 258.041 vínculos.

Mudança de planos

Antes da mobilização dos caminhoneiros, o secretário estadual de Fazenda, Luiz Cláudio Gomes, chegou a afirmar em entrevista à Coluna, no dia 25 de maio, que a política de antecipação de salário seria mantida. A tendência seria pagar antes para as faixas salariais menores. Porém, agora, com diversas mudanças até mesmo na tributação, o governo prefere não cravar informações sobre salários.

Após negociação com os motoristas, Pezão decidiu enviar à Alerj projeto de redução do ICMS do diesel no estado de 16% para 12%. A maioria dos deputados aprovou e o governador vai sancionar hoje a lei. Além disso, as empresas pedem a extensão do prazo para o recolhimento do ICMS de maio, o que afetaria o pagamento do funcionalismo. Pezão disse à Coluna que vai se reunir hoje, às 18h, com as entidades para tratar do tema.

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