Empresas planejam contratar novos profissionais em 2019, aponta pesquisa

Segundo o levantamento, 15% das empresas pretendem apostar em negociações de contratação amparadas na nova lei trabalhista

Por O Dia

Empresas pretendem contratar, aponta pesquisa
Empresas pretendem contratar, aponta pesquisa -

Rio - Uma pesquisa feita pela Câmara Americana de Comércio do Brasil (Amcham Brasil) prevê um período de muitas contratações em 2019, com base em estratégias de expansão e produtividade. De acordo com o levantamento 'Plano de Voo Amcham: perspectivas empresariais 2019', 15% pretendem apostar em negociações de contratação amparadas na nova lei trabalhista.

O estudo aponta que 36% pretendem fazer as contratações pelo regime CLT. Ao todo, 51% das empresas vão contratar novos profissionais neste ano. O estudo, divulgado na terça-feira, foi construído com entrevistas de 550 presidentes e diretores de empresas no país.

Entre os executivos ouvidos, 37% disseram que não pretendem contratar neste ano e outros 12% ainda não têm definição. "O clima é de otimismo. Detectamos que os empresários brasileiros estão confiantes na capacidade do governo de conduzir as reformas estruturais que o Brasil precisa. Em especial, a da Previdência", comenta Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil, entidade que reúne cerca de 5 mil empresas em 15 cidades.

Entretanto, 42% dos entrevistados relacionam o ritmo dos investimentos em mão de obra a fatores ligados ao aumento da competitividade da economia. O aumento do consumo foi apontado por 33% dos executivos. Maiores investimentos em infraestrutura apareceu na pesquisa em 22% das respostas.

EXPANSÃO

As empresas também estão planejando ações de expansão. Para 42% dos pesquisados, a prioridade para o crescimento vai estar relacionada à produtividade em processos, produção e equipe. Inovação e digitalização aparece com 21% das manifestações, seguida de ampliação geográfica de mercado (12%) e aquisição ou investimentos em novos negócios (11%).

As companhias também planejam investimentos em áreas consideradas como não prioritárias pelo novo governo. Para compensar, as empresas vão investir de maneira redobrada em educação, capacitação e treinamento para colaboradores (38%), inovação (33%), sustentabilidade (18%) e diversidade (12%). Em janeiro, por exemplo, o governo federal sinalizou cortes de verba no Sistema S (Senai, Senac e Sebrae).

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