Witzel quer que usuário de droga seja condenado a catar lixo na praia

Governador diz que está conversando com membros do Judiciário para que medida seja aplicada como prestação de serviços à comunidade

Por O Dia

Witzel em entrevista ao canal 'Na Lata'
Witzel em entrevista ao canal 'Na Lata' -
Rio - O governador Wilson Witzel (PSC) disse que tem conversado com os membros do Judiciário estadual para que os usuários de drogas que forem detidos pela polícia sejam condenados a catar lixo nas praias do estado. O trabalho serviria como uma das medidas de prestação de serviços à comunidade, prevista na Lei de Drogas (11.343/06).
"Durante cinco meses (o condenado) vai trabalhar uma vez por semana, durante uma ou duas horas, depende do que o juiz fixar nessa pena", o governador contou, em entrevista ao canal "Na Lata", da atriz Antônia Fontenelle (assista no vídeo mais abaixo). "Será uma atividade muito importante ter um apenado, que é usuário de substância entorpecente, catar lixo na praia".
A declaração de Witzel foi dada uma semana depois da polêmica envolvendo usuários de drogas na Orla carioca. No último dia 30, o governador disse que iria "prender maconheiro na praia". A fala repercutiu.
TERRORISMO
Na entrevista à Antônia Fontenelle, Witzel voltou a falar que membros do terrorismo mundial fazem parte do tráfico de drogas do Rio, conforme O DIA noticiou em primeira mão no último dia 23 de julho. O governador afirmou que há uma investigação sobre o caso.
"Nas comunidades, hoje há um misto de apologia contra o Estado, que é muito tipico do terrorismo, e há um braço do terrorismo nas comunidades para poder se aproveitar da venda da droga e financiar o terrorismo no mundo", Witzel defendeu.
O governador disse que até o fim de seu mandado irá contratar 12 mil novos policiais. "Vamos acabar com o crime organizado no estado", garantiu.
ESFAQUEADOR DA LAGOA
Sobre o episódio envolvendo o morador de rua Plácido Correa de Moura, 44 anos, que matou duas pessoas esfaqueadas e feriu uma terceira no último dia 28 de julho, Witzel voltou a defender que ele deveria ter sido morto na ação policial. Além dos feridos a facadas, outras duas pessoas foram baleadas durante a ação da PM.
"Vamos conversar na tropa, usar isso (o episódio) como caso de estudo para que esse tipo de situação não aconteça mais (...) Quando acontece, temos que reparar (...) O caso ali seria de abate imediato para que ele não tivesse a oportunidade de fazer mais nada. E isso vamos corrigir com o tempo", defendeu.
SAMBÓDROMO
Na conversa com Fontenelle, Witzel revelou que na próxima semana vai assinar com o prefeito Marcelo Crivella (PRB) a volta do Sambódromo ao governo do estado. Ele voltou a falar que vai construir uma escola na região.
"Com as escolas, vamos começar uma reforma da parte hidráulica, da parte elétrica. Depois, vamos entregar para as escolas, para as empresas, aqueles camarotes para serem usados em definitivo. Vamos buscar recursos da iniciativa privada. Vou investir naquele equipamento para depois que estivemos funcionando a pleno vapor, esse recurso volte para o Estado... vai voltar com ICMS, com receita para as pessoas...", contou.
Witzel garantiu ainda que o governo do estado vai apoiar a edição desta ano do Festival do Rio, que perdeu o patrocínio da prefeitura em 2017.
ELEIÇÕES 2020
Sobre as eleições do ano que vem, Witzel fugiu quando perguntado sobre quem o seu partido iria apoiar para a prefeitura. Já sobre a sucessão presidencial, em 2022, o governador não cravou que irá concorrer ao pleito.
"No momento, eu quero que o presidente Bolsonaro dê certo, que ele consiga atingir os objetivos dele, principalmente na economia, para poder gerar emprego. Eu estou pronto pra governar o Estado do Rio de Janeiro até 2022. Lá na frente, vamos decidir o que vamos fazer", cravou.
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