Coronel Márcio Basílio nos 100 anos da Academia de Polícia Militar Dom João VI
Coronel Márcio Basílio nos 100 anos da Academia de Polícia Militar Dom João VIFoto: Divulgação / CcomSoc / SEPM
Por O Dia
Rio - Oficiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro publicaram em uma revista cientifica britânica um estudo sobre a violência doméstica ao redor do mundo. Liderados pelo coronel Márcio Basílio, 51 anos, o artigo "Descoberta ao conhecimento em pesquisa sobre violência doméstica: uma visão geral nos últimos 50 anos", publicado na revista "Data Technologies and Applications", teve o objetivo de contribuir com o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro contra a violência doméstica.
"A ideia principal foi de apresentar o programa Maria da Penha, desenvolvido pela PMERJ, à comunidade acadêmica e científica. No exterior, as pesquisas sobre segurança pública e o que as polícias fazem para superarem os desafios cotidianos dentro de seus contextos sociais onde atuam possuem grande interesse da comunidade acadêmica", explicou o coronel.
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A pesquisa demonstrou que o tema vem sendo cada vez mais pesquisado por estudiosos do mundo todo, principalmente nos últimos 50 anos. "Como resultado, identificamos que até outubro de 2020 existiam publicados mais de 19.495 pesquisas sobre violência doméstica nas bases pesquisadas. O tema é estudado em 111 países. 77,22% de toda a pesquisa concentram-se em 10 países, sendo o líder os Estados Unidos, com uma concentração de 48,14% de todas as pesquisas. Na lista temos a Inglaterra (7,57); Austrália (6,05); Canada (5,49); Espanha (2,74); Brasil (2,60); Suécia (1,37); China (1,11); e Israel (1,06). As publicação sobre violência doméstica crescem a uma taxa de 12,81% ao ano, isso demonstra o interesse da comunidade acadêmica sobre o tema e como é relevante para a sociedade", analisou o militar. 
O estudo sobre o tema não para com essa publicação. O coronel Basílio contou que, neste momento, está desenvolvendo outras duas frentes. "A primeira será dar continuidade a pesquisa sobre o programa Maria da Penha, e divulgar o modelo que foi implementado na PMERJ e como pode ser difundido para outras corporações e países; a segunda é dar continuidade a pesquisa que desenvolvi em minha tese de doutorado, a qual estou expandindo conhecimento para o Policiamento Preditivo e como ferramentas de redes neurais podem auxiliar na tomada de decisão de como nossos gestores podem atuar na redução do índices criminais", citou. 
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Os autores do artigo fazem parte de um grupo de estudos acadêmicos da PMERJ. A pesquisa foi feita pelo coronel Márcio Basílio, subsecretário Geral da SEPM, o coronel Max William, coordenador da Coordenadoria de Assutos Estratégicos da SEPM (CAEs), o tenente-coronel Antônio da Costa Neto, secretário do Estado Maior Geral da PM, a tenente-coronel Claudia Moraes, do Escritório de Programas de Prevenção da CAEs, e a major Samya Cotta Brandão Siqueira, da Subsecretaria de Gestão Operacional da SEPM. Além deles, o coordenador do Departamento de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFF, professor Valdecy Pereira, assina o trabalho.