Cela onde Monique Medeiros vai ficar
Cela onde Monique Medeiros vai ficarReprodução TV Globo
Por O Dia
Rio - A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que Monique Medeiros e Dr. Jairinho precisarão cumprir um período de isolamento de 14 dias antes de terem contato com qualquer outro preso. No entanto, mesmo após cumprir a quarentena, a mãe do menino Henry Borel deverá permanecer isolada, pois não foi bem aceita pelas outras detentas. As informações são do RJTV 1, da TV Globo.
Ainda segundo a Seap, a medida é um procedimento de segurança contra a disseminação do covid-19 e é realizada com todos que ingressam no sistema prisional. Monique foi encaminhada ao Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói.
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Monique não poderá receber visitas, exceto os advogados e em salas específicas. A medida também segue as normas sanitárias de enfrentamento à pandemia nos presídios.
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De acordo com o RJTV 1, a cela em que a mãe de Henry vai ficar tem seis metros quadrados, um beliche com colchonetes, onde ela poderá guardar produtos de higiene. Em uma das laterais do espaço há uma pia, um vaso sanitário e um chuveiro de água fria.
Dr. Jairinho foi levado para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó.
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O casal foi preso por atrapalhar as investigações sobre a morte do menino Henry, filho de Monique. Eles também são investigados por homicídio duplamente qualificado, com tortura e sem chance de defesa para a vítima. Ambos negam as acusações.
O caso
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O menino Henry foi encontrado morto no chão do quarto onde morava com a mãe e o padrasto, Dr. Jairinho. O casal chegou a socorrer o menino, mas ele já chegou sem vida ao hospital. Em um primeiro depoimento, Monique alegou que a morte de Henry seria um acidente doméstico, no entanto, laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram lesões na cabeça, escoriações, contusão nos rins e no pulmão e rompimento do fígado por ação contundente.
As investigações da Polícia Civil apontam que Dr. Jairinho teria praticado uma sessão de tortura contra Henry, semanas antes da morte do menino. Ainda de acordo com os agentes, o vereador agredia a criança com o conhecimento da mãe, Monique Medeiros.