Wellington da Silva Braga, o Ecko é morto em operação da Polícia Civil Reprodução/Agência O DIA

Por Thuany Dossares
Rio - Com a morte de Wellington da Silva Braga, o Ecko, a Polícia Civil já sabe quem podem ser os possíveis herdeiros na linha sucessória do grupo controlado pelo miliciano, que tinha sob seu domínio territórios extensos na Zona Oeste e Baixada Fluminense. O DIA apurou que entre quatro nomes, dois são irmãos de Ecko, o que daria o pontapé a uma terceira geração do crime na família Silva Braga - o irmão de Ecko, Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, foi o principal nome da milícia até sua morte, em abril de 2017.
'Garça' e 'Latrel', homens de confiança, podem assumir o poder, mas Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, e Wallace da Silva Braga, o Batata, irmãos de Ecko, também estão na 'linha sucessória' da milícia. Preso desde o mês passado, Wallace foi classificado como criminoso de alta periculosidade. A informação de tentativa de resgate, fez com que o irmão de Ecko fosse transferido para um presídio de segurança máxima. Em coletiva neste sábado (12), o delegado da Draco, William Pena, afirmou que haverá representação para que Wallace vá para um presídio federal.
Publicidade
"Ao longo de vários meses, nós fomos montando esse quebra-cabeça que é a milícia do estado. Eles se antecipam normalmente em relação as nossas equipes, até em relação a aeronave", disse Pena. "A investigação continua.O irmão dele foi preso e tentou tomar o fuzil de um dos policiais da Draco. Vamos representar que ele vá para presídio federal, considerando que ele pode estar na linha sucessória".
Em maio, Batata foi preso por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Logo após a sua captura, antes mesmo dos agentes chegarem com o irmão de Ecko na delegacia, o setor de inteligência da Polícia Civil descobriu que milicianos planejavam resgatá-lo. 
Publicidade
De acordo com a Draco, Wallace já foi apontado como um dos homens de confiança de seu irmão, e responsável pela cobrança do gatonet em todas a região onde Ecko atua: Santa Cruz e Campo Grande. Ao ser preso, Batata tentou tomar o fuzil de um dos agentes e ameaçou a equipe policial, de acordo com a Polícia Civil.
Ecko ganhou a liderança da maior milícia do estado quando o irmão, Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, foi morto em uma operação policial, em abril de 2017. Desde então, Ecko expandiu seu território e fechou parcerias com traficantes de diferentes pontos do Rio e da Região Metropolitana.
Publicidade