Vídeo registra momento em que Natália é retirada do carro do agressor e levada para veículo das duas mulheresReprodução
As imagens mostram o momento em que o carro onde estavam Joilson e Natália para ao lado de um outro veículo e uma mulher vai até eles conversar. Logo depois, o mecânico avança um pouco com o carro e Natália sai, mancando e aparentemente machucada, sendo levada para o veículo da outra mulher, que diz "deixa ela ir". Nesse momento, uma terceira pessoa aparece para ajudar a vítima a sentar no banco do carona.
Em nenhum momento do vídeo Joilson saí de seu carro. Após Natália ser retirada, ele para novamente seu veículo ao lado das mulheres e fala "não leva na delegacia, não", e é respondido pelas duas por um "tá, tá", confirmando o pedido, enquanto continuam a colocar a vítima sentada no carro para levá-la ao hospital. Depois disso, tanto o mecânico quanto a outra motorista deixam o local.
Vídeo mostra momento em que mulheres socorrem vítima de tentativa de feminicídio em Brás de Pina
— Jornal O Dia (@jornalodia) June 22, 2022
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De acordo com o delegado Flávio Rodrigues, titular da 33ª DP (Realengo), as novas imagens vão servir para conseguir converter a prisão do mecânico em preventiva.
Natália segue internada no Hospital Municipal Albert Schweitzer e, de acordo com a direção da unidade, seu estado de saúde é estável.
Joilson foi preso na tarde do último sábado (18). Ele foi encontrado escondido na casa de um amigo em Santa Cruz, na Zona Oeste, com cerca de R$ 15 mil em espécie. De acordo com os agentes, ele teria confessado o crime. O mecânico foi encaminhado para a 33ª DP (Realengo).
Segundo a irmã de Natália, a designer de unhas Laís Maria da Silva, de 26 anos, as mulheres seriam parentes de Joilson e, possivelmente, teriam sido avisadas do ocorrido.
"Eram tia e prima dele, pessoalmente eu não conhecia, mas foram elas que me ligaram, já a noite, para me mandar ir ao hospital", ela ainda diz que não entende como as duas permitiram que Joilson fugisse, sabendo que ele havia acabado de tentar tirar a vida de uma pessoa.
"Eu não quero ser precipitada, mas eu jamais ajudaria alguém a fugir, sabendo que a pessoa acabou de tentar matar outra. Tudo bem, eu pensaria em tentar salvar a pessoa, mas também pensaria em chamar a polícia. Eu estou revoltada, minha família está revoltada, mas confio na Justiça", desabafou.






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