Justiça antecipa julgamento da ex-deputada Flordelis para o dia 7 de novembroReginaldo Pimenta / Agência O Dia

Rio - A juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, decidiu antecipar o julgamento da ex-deputada Flordelis para o dia 7 de novembro, a partir das 9h. O júri estava marcado para começar no dia 12 de dezembro, mas teve a data alterada devido à realização das duas semifinais da Copa do Mundo da Fifa, nos dias 13 e 14. A ré é acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, e está presa desde agosto de 2021. 
Flordelis é apontada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo - Reprodução
Flordelis é apontada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do CarmoReprodução


Além de Flordelis, serão julgados também, em novembro, os filhos Marzy Teixeira da Silva, André Luiz de Oliveira e Simone dos Santos Rodrigues, além da neta Rayane dos Santos Oliveira. Eles também são acusados da morte do pastor Anderson do Carmo, marido da Flordelis, executado a tiros em junho de 2019.

A antecipação do julgamento foi concedida a pedido da assistente de acusação. "Verifica-se que nos dias 13 e 14 de dezembro serão realizadas as duas semifinais da Copa do Mundo da FIFA, da qual poderá participar a seleção brasileira de futebol, gerando a possibilidade a restar a sessão de julgamento inviabilizada, diante da sua provável extensão por mais de um dia, inclusive, além da provável decretação de ponto facultativo, como se deu em oportunidades anteriores", escreveu a magistrada em sua decisão.
Quatro pessoas condenadas pelo crime
Em abril deste ano ocorreu o julgamento de quatro réus do caso Flordelis no Fórum de Niterói, com quatro condenações. O filho afetivo de Flordelis Carlos Ubiraci foi condenado por associação criminosa, com pena de dois anos e dois meses com início semiaberto, mas foi absolvido do homicídio triplamente qualificado e de tentativa de homicídio contra o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.
Todos os quatro réus foram condenados por associação criminosa armada, mas a maioria poderá cumprir pena no regime semiaberto. O filho biológico de Flordelis, Adriano dos Santos, um ex-PM e sua mulher também foram condenados por uso de documento ideologicamente falso, por conta de uma carta forjada na cadeia em que Lucas Cézar assume a culpa pelo homicídio e atribui ao irmão afetivo Misael o mando do crime.
O documento foi considerado falso durante as investigações. O ex-policial militar Marcos Siqueira estava preso no Presídio Bandeira Stampa, em Bangu, com Flávio dos Santos, filho biológico de Flordelis, e Lucas Cézar, ambos condenados em novembro do ano passado, o primeiro por ser o executor e o segundo pela compra da arma.