Arquivo. Donos da Maximus Confecções serão ouvidos sobre incêndio em fábricaArquivo/Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Polícia ouve nesta segunda-feira donos de fábrica que pegou fogo em Ramos
Incêndio na Maximus Confecções provocou a morte de um trabalhador e deixou outras 20 pessoas feridas. Oito seguem internados
Rio - A Polícia Civil vai ouvir os donos da Maximus Confecções na próxima segunda-feira (17). A fábrica de tecidos, em Ramos, na Zona Norte, está interditada desde a última quarta-feira (12), quando um incêndio de grandes proporções deixou 21 pessoas feridas. Neste domingo (16), uma das vítimas morreu. Outras oito pessoas permanecem internadas.
As oitivas serão realizadas na 21ª DP (Bonsucesso), que investiga o caso, às 13h. Agentes da distrital estiveram na fábrica ao longo da semana para realizar perícia, que descobriu ligações clandestinas de energia, mais conhecidas como 'gato' de luz no local. Assim como a Polícia Civil, a Defesa Civil Municipal também interditou o imóvel, por conta do risco de desabamento.
Neste domingo, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que uma das vítimas que ainda estava internadas no Hospital Estadual Getúlio Vargas não resistiu e morreu. O paciente foi identificado como Rodrigo de Oliveira. Outros seis trabalhadores seguem na unidade, sendo três homens e duas mulheres intubados em estado grave e uma outra mulher que tem quadro estável.
Uma mulher que estava no hospital foi transferida para outra unidade de saúde, não divulgada pela SES. Há ainda mais uma vítima internada no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, com quadro de saúde estável. Até o momento, não há informações sobre o horário e local do sepultamento de Rodrigo de Oliveira.
Além do inquérito da delegacia, o Ministério Público do Trabalho (MPT) também vai investigar as condições de trabalho dos funcionários, já que testemunhas disseram que haviam trabalhadores que dormiam no local, inclusive adolescentes. A empresa será notificada para apresentar esclarecimentos e documentos, bem como a relação de empregados e as medidas adotadas para prestar a assistência a cada uma das vítimas do incêndio.
A auditora-fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ana Luiza Horcades, esteve na fábrica e afirmou que há fortes indícios de que os funcionários não possuíam vínculo empregatício. O prédio onde funcionava a Maximus Construções não tinha autorização do Corpo de Bombeiros para funcionar. Além disso, a empresa consta como inapta junto à Receita Federal devido a omissão de declarações.
A Maximus Confecções é responsável pelas fantasias das agremiações da Série Ouro e quatro delas foram afetadas: Império Serrano, Unidos da Ponte, Unidos de Bangu e Porto da Pedra. No dia do incêndio, o prefeito Eduardo Paes informou que as escolas afetadas não serão rebaixadas.

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