Presidente da Fifa, Gianni Infantino recebeu cobrança Foto: Geoff Caddick/AFP
Por situação de imigrantes nas obras da Copa, organizações cobram R$ 2 bi da Fifa
Ao longo dos anos, houve denúncias de violação dos direitos humanos dos trabalhadores no Catar
As organizações não-governamentais Anistia Internacional, Human Rights Watch, Football Supporters Europe e Federação Internacional de Trabalhadores cobram da Fifa o pagamento de 400 milhões de dólares (cerca de R$ 2,1 bilhões) aos trabalhadores imigrantes das obras da Copa do Mundo do Catar, por violações dos direitos humanos.
Segundo o grupo, há fortes evidências documentadas de que não houve proteção aos trabalhadores durante as obras, especialmente dos estádios que receberam jogos. Por isso, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, recebeu uma carta com a cobrança mínima.
"O futebol internacional pode facilmente se dar ao luxo de fazer a coisa certa aqui. Esta é uma parcela comparativamente pequena do enorme prêmio em dinheiro da Fifa – e forneceria uma compensação real para as graves violações de direitos humanos que sustentam este torneio", disse o diretor-geral da Anistia Internacional, Sacha Deshmukh.
O valor cobrado se aproxima à premiação que será dividida pela as seleções participantes da Copa do Mundo de 2022. A Fifa informou que está analisando a proposta e o catar garantiu que está implementando as reformas trabalhistas necessárias.







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