Novos leitos foram abertos na área da clínica cirúrgica, no Hospital Municipal Raul Sertã
Novos leitos foram abertos na área da clínica cirúrgica, no Hospital Municipal Raul SertãDivulgação
Por O Dia
A Prefeitura de Nova Friburgo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou nesta quarta-feira (7/04) a ampliação de leitos clínicos exclusivos para tratamento de pacientes com Covid-19 no Hospital Municipal Raul Sertã. Segundo o município, a ampliação foi concluída ainda nesta terça-feira (6/04) e foi necessária devido ao aumento crescente de pessoas doentes que precisam de atendimento no município.
Foram abertos 17 novos leitos clínicos. O novo espaço funciona na área da clínica cirúrgica, uma ala que estava parcialmente fechada para obras e precisou passar por reformas de recuperação e adequação. Para o espaço entrar em atividade foi necessário que a Secretaria de Saúde adequasse o setor de CTI 2, e suspendesse temporariamente, as cirurgias eletivas, sendo executadas apenas as de urgência e emergência. Os profissionais que trabalharão na nova ala Covid são aqueles convocados, na última semana, pelo edital de chamamento público.
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Contudo, foram mantidos os seis leitos de CTI geral e da ala coronariana para atender as outras especialidades. Os pacientes que passarem por essas cirurgias ficarão em setor próprio e com isolamento adequado.
A secretária de Saúde, Nicole Cipriano, salienta que mesmo com a abertura desses novos leitos, ainda não será suprida a necessidade da demanda da cidade. “Já temos pessoas sendo atendidas em macas e cadeiras pelos corredores do hospital. A nossa realidade é a mesma dos grandes centros, e se o friburguense não mudar a sua rotina de hábitos, a situação será devastadora e em pouquíssimo tempo”. A secretária destaca também que a UPA já está atendendo com sua capacidade máxima de lotação. “A situação é muito séria”, assegura.
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De acordo com o Núcleo Interno Regulatório do hospital, já existem pacientes de UTI na iminência de serem regulados pelo estado, ou seja, friburguenses que precisarem de internação em UTI correm o risco de não conseguirem vagas no município e serem encaminhados para qualquer outra cidade onde haja leito vago no estado.
O Hospital Municipal Raul Sertã está equipado com 30 respiradores novos, porém, quanto à abertura de leitos de UTI, devido à pandemia, a Secretaria Municipal de Saúde encontra grandes dificuldades na escassez de profissionais especializados para atuarem no setor, o que impossibilita prever uma data para início de operação.
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“Nós estamos vivenciando o pior momento da pandemia. O vírus já sofreu algumas mutações que ainda são desconhecidas e torna mais grave a situação. Então, o momento é de cautela e precaução. Precisamos que o friburguense se conscientize do seu papel enquanto sociedade, pois, por mais que o poder público faça a sua parte, a responsabilidade deve ser repartida por todos. Os números mostram que o sistema de saúde pública da cidade está prestes a colapsar”, adverte Nicole.
De acordo com dados divulgados diariamente pela prefeitura, somente na terça-feira (6/04) surgiram 55 casos suspeitos e três pacientes aguardavam vaga de UTI (e seriam atendidos, pois naquele momento havia pacientes com alta médica). Ao todo, desde o início da pandemia, Nova Friburgo registra 12. 616 casos positivos e 381 pessoas morreram.
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Em seus últimos pronunciamentos, o prefeito Johnny Maycon também tem reforçado que “esse é o pior momento da pandemia para o município e também no Estado”. Somente no Hospital Municipal Raul Sertã, unidade referência para atendimento de casos de Covid-19, a taxa de ocupação tem se mostrado preocupante nas últimas semanas, tendo chegado ao ponto da cidade entrar pela primeira vez na Bandeira Roxa, fase mais crítica de avaliação de risco.
De acordo com o boletim emitido nesta terça-feira, que ainda não traz as informações dos novos leitos, o hospital municipal estava com todos os 25 leitos clínicos ocupados e todos os 20 leitos de UTI com pacientes. Já a taxa geral, que soma os leitos dos três hospitais particulares da cidade, estava em 74,20% de ocupação de leitos clínicos e 98% nos leitos de UTI.
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