O próprio PM, que está em um presídio federal em Porto Velho, em Rondônia, foi um dos alvos da operação; além de José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo, 46, e Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca, 32. Os mandados de prisão e os 20 de busca e apreensão, que foram cumpridos endereços ligados aos suspeitos no Centro e nas zonas Sul e Oeste do Rio, foram expedidos pela 19º Vara Criminal da Capital.
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Elaine foi presa em casa, no condomínio Vivendas da Barra, na Orla do bairro da Zona Oeste do Rio. Djaca foi capturado em sua residência no Itanhangá e Márcio Gordo no Primavera Residencial, em Vila Isabel. Já Bruno se entregou na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela operação.
Os cinco investigados são acusados de ter ocultado armas da quadrilha, dentre elas possivelmente a submetralhadora HK MP5 que teria sido usada para matar Marielle e Anderson, que nunca foi encontrada. Ronnie vai responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e associação criminosa, enquanto Elaine, Bruno, Márcio Gordo e Djaca foram indiciados por obstrução da Justiça e associação criminosa.
Os cinco alvos:
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. Ronnie Lessa: preso em RO
. Elaine Lessa: preso
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. Márcio Montavano: preso
. Josinaldo Freitas: preso
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. Bruno Figueiredo: se entregou na DHC
Galeria de Fotos
Djaca e José Aldo
Arquivo Pessoal
Operação aconteceu nesta quinta-feira
Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
Djaca e Bebeto
Arquivo Pessoal
Djaca e Fábio Lago
Arquivo Pessoal
Djaca e Léo Santana
Arquivo Pessoal
Djaca e o presidente Jair Bolsonaro
Arquivo Pessoal
Djaca e Malvino Salvador
Arquivo Pessoal
Djaca e o vereador Marcelo Siciliano
Arquivo Pessoal
Djaca e o vereador Carlos Bolsonaro
Arquivo Pessoal
Djaca e Valesca Popozuda
Arquivo Pessoal
Djaca e Carol Paixão, personagem de Rodrigo Sant'Anna
Arquivo Pessoal
Djaca e Lexa
Arquivo Pessoal
Djaca e Mr. Catra
Arquivo Pessoal
Djaca e Luiz Carlos, do Raça Negra
Arquivo Pessoal
Djaca e Thiaguinho
Arquivo Pessoal
Djaca e Zeca Pagodinho
Arquivo Pessoal
Djaca e Gominho
Arquivo Pessoal
Djaca e Wesley Safadão
Arquivo Pessoal
Djaca e Belo
Arquivo Pessoal
Djaca e Ludmilla
Arquivo Pessoal
Djaca e Sabrina Sato
Arquivo Pessoal
Djaca com Joelma e Chimbinha
Arquivo Pessoal
Djaca e Eduardo Sterblitch
Arquivo Pessoal
Djaca e Anderson Leonardo, do Molejo
Arquivo Pessoal
Márcio Gordo leva vida de ostentação nas redes
Arquivo Pessoal
Márcio Gordo leva vida de ostentação nas redes
Arquivo Pessoal
Márcio Gordo leva vida de ostentação nas redes
Arquivo Pessoal
Márcio Gordo leva vida de ostentação nas redes
Arquivo Pessoal
Márcio Gordo leva vida de ostentação nas redes
Arquivo Pessoal
Márcio Gordo leva vida de ostentação nas redes
Arquivo Pessoal
José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo
Arquivo Pessoal
José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo, e Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca
Arquivo Pessoal
José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo
Arquivo Pessoal
José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo
Arquivo Pessoal
José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo
Arquivo Pessoal
José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo
Arquivo Pessoal
José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo
Arquivo Pessoal
José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo
Arquivo Pessoal
Segundo o Ministério Público estadual (MPRJ), na ocasião, um carro com quatro ocupantes tentou entrar no imóvel alugado por Ronnie na Rua Professor Henrique da Costa, no Pechincha, para retirar pertences do local. Os ocupantes do veículo foram impedidos de entrar no prédio pela administração do condomínio.
Já de tarde, Bruno levou Márcio Gordo até o apartamento de Ronnie e, de lá, retirou uma grande caixa com pertences, como mostram as câmeras de segurança do condomínio, retornando em seguida ao veículo dirigido por Bruno.
Na manhã seguinte, Márcio Gordo foi ao estacionamento de um supermercado da Barra com seu carro, onde se encontrou com Djaca e retiraram de dentro de um outro veículo caixas, bolsas, malas e seguiram para destinos diferentes.
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Enquanto, Márcio Gordo seguia para um local desconhecido ignorado, Djaca se dirigiu para a colônia de pescadores do Quebra-Mar da Barra, onde alugou os serviços de um barqueiro e atirou todo o conteúdo retirado do apartamento de Ronnie ao mar, sendo possível identificar armas de grosso calibre e peças para a montagem de armas.
Em depoimento à DHC, um pescador revelou que foi contratado por um homem, identificado depois como Djaca, recebendo R$ 300 para levá-lo ao local onde "fuzis e pequenas caixas", que estavam em uma mala e em uma caixa, fossem jogados próximo às Ilhas Tijucas.
No dia seguinte, no apartamento de Ronnie no Pechincha, agentes do MPRJ e policiais civis encontraram um torno de bancada, duas chaves para montagem de fuzis, uma ferramenta utilizada no torno e caixas de papelão semelhantes as encontradas no imóvel do Méier, denotando que o local também era utilizado como depósito de armas do PM.
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O advogado de Elaine e Ronnie, Fernando Santanna, disse que ela está surpresa com a prisão e que só esteve na DHC para prestar depoimento sobre o caso apenas uma vez. Ele afirmou também que Ronnie não tem envolvimento nas mortes de Marielle e Anderson.
"Ele vai falar a verdade, vai falar o que perguntarem pra ele. Ou seja, vai falar tudo. Vai falar a realidade, que é a negativa da autoria", o advogado avisou.
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Já o advogado de Márcio Gordo, Guilherme Pompério, disse que seu cliente esteve na casa de Ronnie apenas para retirar uma caixa de dentro do imóvel.
"Ele reconhece que foi ajudar. A imagem divulgada não comprova que foi retirado algum armamento dali", explicou o advogado, alegando que o Márcio é empresário e amigo de Ronnie. Pompério afirma ainda que vai tentar recorrer da decisão da Justiça e pedir a revogação da prisão de seu cliente.