Políticos reagem ao afastamento de Wilson Witzel; confira

Procuradores do MPF, policiais federais e auditores da Receita Federal cumprem, nesta sexta-feira (28), diversos mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos principais nomes do governo do estado do Rio de Janeiro

Por O Dia

Eduardo Paes ironizou afastamento de Witzel
Eduardo Paes ironizou afastamento de Witzel -
Rio - Políticos repercutem na manhã desta sexta-feira o afastamento de Wilson Witzel (PSC) do governo do Rio. Procuradores do Ministério Público Federal (MPF), policiais federais e auditores da Receita Federal cumprem, nesta sexta-feira (28), diversos mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos principais nomes do governo do estado do Rio de Janeiro.

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Eduardo Paes ironizou afastamento de Witzel Reprodução
Tarcísio Motta criticou modelo das OSs Reprodução
Romário, que disputou governo com Witzel, disse que está com consciência tranquila Reprodução
Entre os alvos estão o governador, Wilson WItzel, o vice-governador, Claudio Castro (PSC), e o presidente da Assembleia Legislativa do estado, Andre Ceciliano (PT). As diligências foram autorizadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves, que também determinou o afastamento de Wilson Witzel (PSC) do cargo. A medida tem validade inicial de 180 dias.
O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM) ironizou que 'avisou' sobre Witzel. Paes foi derrotado por Witzel nas eleições ao Governo do estado em 2018.
O senador Romário (PODE), que também disputou as eleições com Witzel, fez coro ao discurso de Paes, e também disse  que 'avisou' sobre Witzel. "STJ afasta governador Witzel do cargo por suspeitas de irregularidades na saúde. Em plena pandemia, quando os governantes deveriam estar focados em salvar a população. O estado do Rio de Janeiro merecia um histórico melhor. Inclusive eu avisei, to c a minha consciência tranquila", escreveu. 
Já o vereador Tarcísio Motta (Psol) afirmou que corrupção é um problema estrutural. "É preciso mais uma vez lembrar que a corrupção é um problema estrutural. Afastar ou prender governador não basta. Precisamos de transparência, controle social, fim da troca de cargos por apoio parlamentar e mudança política real!Witzel afastado. Mais uma prova de que o bolsonarismo usou o discurso anti-corrupção para ganhar votos enquanto repetia as mesmas práticas. A gente tentou evitar isso, mas a manipulação da fé do povo impediu que parte da sociedade enxergasse onde estava a mudança de fato", escreveu.
A deputada estadual do Rio Mônica Francisco (Psol), membro da comissão da Alerj que investiga os desvios na Saúde do Rio de Janeiro, disse que as investigações da Casa apontam para um 'panorama terrível de esquemas'. 
“É escandaloso que haja tanta sujeira em um governo que se propôs combater a corrupção. Na Alerj estamos investigando os desvios de verbas públicas na saúde do Rio de Janeiro na Comissão da Saúde e seremos implacáveis com nossos pareceres. As oitivas que temos feito traçam um panorama terrível de esquemas, negociatas e corrupção em uma área onde o povo Fluminense mais precisa do poder público”.
Aliados do presidente Jair Bolsonaro - que nos últimos meses se tornou desafeto do governador -, os deputados cariocas Otoni de Paula (PSC) e Luiz Lima (PSL) comemoraram o afastamento de Witzel. "O Rio de Janeiro amanhece sem Wilson Witzel no Governo. O governador caiu!!!! Nós CONSEGUIMOS", escreveu de Paula, enquanto Lima afirmou que "Sextou" para Witzel.

Deputado federal pelo Cidadania, Marcelo Calero (RJ) também usou as redes para comentar o caso. Calero lamentou uma nova operação contra líderes do Executivo e classificou a situação como "lamentável e triste". "Mais um governador afastado. A cúpula do poder mais uma vez na mira da PF. Políticos investigados por esquemas de corrupção na saúde, em plena pandemia! Um sujeito eleito com o discurso da moralidade! É lamentável e triste, mas parece q no Estado do RJ vivemos em looping eterno", disse.

Oposição a Witzel no plano estadual e a Bolsonaro no plano federal, o deputado David Miranda (PSOL-RJ) aproveitou a operação contra o governador para lembrar do vínculo entre Witzel e o presidente durante a campanha eleitoral de 2018. "O protofascismo que elegeu Witzel e Bolsonaro se valeu do combate à corrupção pra eleger milicianos, ladrões do dinheiro público e exploradores da fé do povo. Canalhas!", escreveu. E completou: "é impressionante, são criminosos: os filhos do Bolsonaro, o melhor amigo do Bolsonaro, os vizinhos do Bolsonaro, o pastor que batizou o Bolsonaro, o governador que Bolsonaro elegeu. Mas o Bolsonaro não, né?!"

A deputada Clarissa Garotinho (PROS-RJ) fez uma declaração crítica, afirmando que ninguém está acima da lei, "mesmo aqueles que se disfarçam por trás de uma Toga". Clarissa também disse que "Nunca se viu na política uma ascensão e queda tão meteórica quanto a do governador Wilson Witzel, agora afastado do cargo pelo STJ".
*Com Estadão Conteúdo

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