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Saúde do Rio já teve 5,5 mil profissionais afastados por influenza ou covid

Município foi afetado com epidemia de gripe entre novembro e dezembro de 2021 e, no início de 2022, registrou aumento dos casos de coronavírus

Secretário Municipal de Saude recomenda que quem tiver sintomas de covid-19 deve fazer testeMarcos Porto

Rio - Desde o mês de dezembro do ano passado e até hoje, aproximadamente 5,5 mil profissionais da rede municipal de Saúde do Rio de Janeiro precisaram ficar afastados de suas atividades, por conta de infecções pelos vírus da influenza ou da covid-19. Entre novembro e dezembro de 2021, a capital fluminense e a Região Metropolitana sofreram com uma epidemia de Influenza A. Já nos primeiros dias de 2022, houve um aumento de casos do novo coronavírus, com cerca de dez mil exames realizados por dia na cidade e taxa de positividade de 43%.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), parte dos trabalhadores já retornaram às suas funções, após cumprirem período de isolamento. Em apenas uma semana, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais chegaram a registrar aumento de 400% nos casos de síndrome gripal. Até o último dia 17, a capital fluminense contabilizou 24 mortes pela doença, no ano de 2021. Em outros pontos do estado, foram registradas cinco mortes, sendo três delas de pessoas não imunizadas.  Não vacinados também foram a maioria dos casos graves. 
Para evitar a sobrecarga, quatro tendas foram montadas nas áreas externas das unidades de Marechal Hermes, Penha e Tijuca, na Zona Norte, e em Botafogo, na Zona Sul. A campanha de vacinação contra a doença também foi ampliada para todas as idades, mas o município chegou a ficar sem doses em alguns períodos, até receber imunizantes remanejados do excedente dos estados do Espírito Santo e Roraima, além do Instituto Butantan.

Com o fim das doses, na última segunda-feira (3) a campanha de vacinação contra a gripe foi encerrada e será retomada somente em abril, com uma nova versão da vacina capaz de proteger contra os tipos de Influenza circulantes atualmente na Região Metropolitana. O município apontou que houve uma diminuição de 75% no número de atendimentos de pacientes com síndrome gripal nas unidades de urgência e emergência, nas últimas semanas.

Mas, já nos primeiros dias de 2022, houve uma corrida da população carioca aos seis centros de testagem para a covid-19 que haviam na cidade. Com o aumento da procura e de casos do novo coronavírus, as secretarias Municipal e de Estado de Saúde abriram novos postos para testes nesta semana, sendo três da SMS e seis da SES. A partir de segunda-feira (10), cada uma das pastas abrirá mais três unidades.

Apesar do aumento, o secretário Daniel Soranz vem observando que os casos graves e óbitos continuam sendo situações raras, ao que ele atribui a alta cobertura vacinal do Rio. O titular da SMS também ressaltou que a dose de reforço é a principal estratégia para combater a variante Ômicron. A dose de reforço está disponível nos postos da cidade, de segunda a sexta, das 8h às 17h, para maiores de 18 anos que completaram o esquema vacinal há mais de quatro meses.

Neste sábado, houve grande procura pelos imunizantes nos postos do município. Até o momento, 1.797.846 doses de reforço foram aplicadas na cidade, o que representa 26,6% da população total carioca. Entretanto, de acordo com a SMS, cerca de 800 mil pessoas que já poderiam, ainda não procuram os pontos de vacinação para receber a terceira dose. As unidades também aplicam primeira e segunda dose para quem ainda não se vacinou.
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Saúde do Rio já teve 5,5 mil profissionais afastados por influenza ou covid | Rio de Janeiro | O Dia
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Município foi afetado com epidemia de gripe entre novembro e dezembro de 2021 e, no início de 2022, registrou aumento dos casos de coronavírus

Secretário Municipal de Saude recomenda que quem tiver sintomas de covid-19 deve fazer testeMarcos Porto

Rio - Desde o mês de dezembro do ano passado e até hoje, aproximadamente 5,5 mil profissionais da rede municipal de Saúde do Rio de Janeiro precisaram ficar afastados de suas atividades, por conta de infecções pelos vírus da influenza ou da covid-19. Entre novembro e dezembro de 2021, a capital fluminense e a Região Metropolitana sofreram com uma epidemia de Influenza A. Já nos primeiros dias de 2022, houve um aumento de casos do novo coronavírus, com cerca de dez mil exames realizados por dia na cidade e taxa de positividade de 43%.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), parte dos trabalhadores já retornaram às suas funções, após cumprirem período de isolamento. Em apenas uma semana, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais chegaram a registrar aumento de 400% nos casos de síndrome gripal. Até o último dia 17, a capital fluminense contabilizou 24 mortes pela doença, no ano de 2021. Em outros pontos do estado, foram registradas cinco mortes, sendo três delas de pessoas não imunizadas.  Não vacinados também foram a maioria dos casos graves. 
Para evitar a sobrecarga, quatro tendas foram montadas nas áreas externas das unidades de Marechal Hermes, Penha e Tijuca, na Zona Norte, e em Botafogo, na Zona Sul. A campanha de vacinação contra a doença também foi ampliada para todas as idades, mas o município chegou a ficar sem doses em alguns períodos, até receber imunizantes remanejados do excedente dos estados do Espírito Santo e Roraima, além do Instituto Butantan.

Com o fim das doses, na última segunda-feira (3) a campanha de vacinação contra a gripe foi encerrada e será retomada somente em abril, com uma nova versão da vacina capaz de proteger contra os tipos de Influenza circulantes atualmente na Região Metropolitana. O município apontou que houve uma diminuição de 75% no número de atendimentos de pacientes com síndrome gripal nas unidades de urgência e emergência, nas últimas semanas.

Mas, já nos primeiros dias de 2022, houve uma corrida da população carioca aos seis centros de testagem para a covid-19 que haviam na cidade. Com o aumento da procura e de casos do novo coronavírus, as secretarias Municipal e de Estado de Saúde abriram novos postos para testes nesta semana, sendo três da SMS e seis da SES. A partir de segunda-feira (10), cada uma das pastas abrirá mais três unidades.

Apesar do aumento, o secretário Daniel Soranz vem observando que os casos graves e óbitos continuam sendo situações raras, ao que ele atribui a alta cobertura vacinal do Rio. O titular da SMS também ressaltou que a dose de reforço é a principal estratégia para combater a variante Ômicron. A dose de reforço está disponível nos postos da cidade, de segunda a sexta, das 8h às 17h, para maiores de 18 anos que completaram o esquema vacinal há mais de quatro meses.

Neste sábado, houve grande procura pelos imunizantes nos postos do município. Até o momento, 1.797.846 doses de reforço foram aplicadas na cidade, o que representa 26,6% da população total carioca. Entretanto, de acordo com a SMS, cerca de 800 mil pessoas que já poderiam, ainda não procuram os pontos de vacinação para receber a terceira dose. As unidades também aplicam primeira e segunda dose para quem ainda não se vacinou.
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