Polícia investiga se morte de Joaquim foi premeditada

Delegado diz que há indícios de que crime tenha sido previsto

Por O Dia

São Paulo - A polícia ainda investiga o que pode ter motivado a morte do garoto Joaquim, de 3 anos, em São Paulo. O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pela investigação, declarou nesta terça-feira que há indícios de que o crime possa ter sido premeditado. A mãe de Joaquim, Natália Mingoni Ponte, e o padrasto, Guilherme Longo, continuam sendo os principais suspeitos do crime.

Joaquim com a mãe e o padrastoReprodução Internet

"Isso a gente precisa analisar, a motivação desse crime é uma incógnita, não temos essa resposta, mas há alguns indícios de que isso tenha sido previamente previsto", disse, em coletiva de imprensa realizada em Ribeirão Preto, interior do estado.

Castro informou ainda que em novo depoimento da mãe acrescentou alguns detalhes que ainda não foram esclarecidos, mas não detalhou o teor dessas declarações. Segundo o delegado, ela tem colaborado mais com as investigações após a localização do corpo do filho. Os dois tiveram a prisão temporária decretada no último domingo, mesmo dia em que o corpo da criança foi localizado.

castro disse que Natália estava tranquila antes do corpo ser encontrado, o que levou a polícia pedir a prisão temporário do casal. "Ao ver o corpo do filho ela entrou em choque, chorou. Talvez o fato dela ter visto o corpo encontrado e ter se conscientizado disso e também a prisão, talvez (isso) a leve a colaborar de um modo mais eficaz".

Além disso, imagens que mostrariam o pai de Longo saindo de carro da casa da família no dia em que o garoto desapareceu também serão analisadas. "Temos algumas imagens, mas são só alguns indícios. Isso (se o pai de Longo participou do crime de alguma forma) vai ser apurado.

O delegado informou também que o padrasto deve ser ouvido pela na tarde desta quarta-feira. Além disso, a polícia pretende realizar uma reconstituição do crime. Foi pedido a quebra de sigilo telefônico do casal.

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