Após rebelião, 99 foragidos em Goiás

Por O Dia

Após a rebelião no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia (GO) que deixou nove mortos carbonizados na segunda-feira, 99 presos continuavam foragidos na noite de ontem. O motim aconteceu após detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) terem invadido a ala dos associados ao Comando Vermelho (CV). Os internos colocaram fogo em colchões. Pelo menos duas pessoas foram decapitadas.

Os presos teriam aproveitado o plantão do Ano Novo, em que apenas cinco agentes penitenciários monitoravam os 1.200 detentos, para o motim. No total, 248 presidiários fugiram. A maioria foi recapturada pela Polícia Militar.

"Alguns dos presos tiveram as vísceras expostas no muro da unidade. A maioria dos foragidos é das alas atacadas. Acredito que muitos estavam fugindo do ataque", disse o delegado Eduardo Rodovalho, responsável pela investigação.

A Superintendência de Administração Penitenciária informou que três armas de fogo foram apreendidas após a rebelião. O fluxo de internos do regime semiaberto, aliado à falta de efetivo para revista, pode ter possibilitado a entrada do armamento. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, determinou que o Tribunal de Justiça de Goiás envie um relatório sobre o Complexo Prisional.

Ontem, em mais um capítulo da violência em Goiás, um vigilante penitenciário foi assassinado em Anápolis.

A disputa entre grupos criminosos deixou centenas de detentos mortos nas penitenciárias brasileiras nos últimos meses. No início do ano passado, um conflito em Manaus se espalhou por Roraima e Rio Grande do Norte e deixou mais de 120 vítimas.

Comentários

Últimas de Mundo & Ciência