Com atraso, o famoso padrão Fifa

Entidade cai na real na elaboração de procedimentos da Copa

Por O Dia

Rio - Ninguém se esquece que, antes e durante a Copa, o Brasil foi bombardeado pela expressão "padrão Fifa", que acabou significando um modelo de beleza e eficiência para tudo. Mas não passava de ilusão e de engodo. Pouco tempo depois, estourou o escândalo de corrupção, cabeças rolaram e Jérôme Valcke perdeu a pose. Agora, qualquer reunião da Fifa em Zurique representa um perigo para muita gente. Tanto que o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, não quer nem saber de aeroporto para não fazer companhia ao velho amigo Marin.

Agora, na elaboração da tabela e procedimentos para a Copa, várias mudanças pontuais foram feitas, algumas até para corrigir erros primários. Por exemplo: Moscou abre e fecha o Mundial para evitar o que ocorreu por aqui, quando a Seleção não jogou no Maracanã. Serão evitados longos deslocamentos para não sacrificar algumas seleções. E a diferença de tempo para jogos finais decisivos será a mesma para que ninguém leve vantagem no aspecto físico. A Fifa caiu na real.

Boa matinê

O Fluminense vive uma fase tão favorável que, antes de alguns jogos, a atenção da torcida é despertada para boas contratações, como aconteceu com Osvaldo, Ronaldinho Gaúcho e, agora, na volta de Cícero. O time já estava bem sem eles, com o sucesso da promoção dos garotos e a bela posição no G-4. Neste domingo, o time estreia no horário matinal em partida difícil, traiçoeira, contra a perigoso Chapecoense que raramente perde em casa. Um desafio para o melhor do Rio.

O novo Vasco

A essa altura já se pode dizer que o Vasco mudou para melhor a partir da era Celso Roth, de alterações táticas e da presença de jogadores recém-contratados, principalmente Andrezinho. Vamos ver se em São Januário, contra o forte Palmeiras de Marcelo, o time não se deixará abalar pela cobrança. A ótima notícia é a volta de Martín Silva, e com ele, a estabilidade defensiva, já recuperada em parte com Anderson Salles na proteção. Há ainda Dagoberto, Herrera e Riascos, este em ascensão.

Sonho e queda

O futebol brasileiro exibe uma crise que parece sem fim e que tem na sua origem a desorganização interna, a falta de planejamento, enfim, tudo aquilo que causou o famigerado 7 a 1. Por causa da Libertadores, o Internacional praticamente abriu mão do Brasileiro e confiou em seu time de luxo para vencer. Nem chegou à final e levou um banho de bola do Tigres. No Pan, como engolir a derrota para o Uruguai de virada, com um jogador a mais em grande parte do tempo?

Em céu sereno

Se esse jogo contra o Goiás, fora, fosse há poucas semanas, a torcida do Flamengo estaria rezando para que, com sorte, o time obtivesse ao menos um empate. Agora é diferente. Com Guerrero, nem a ausência de Sheik deverá importar tanto e o Fla continua favorito, ainda mais contra um Goiás fraco e com pouca torcida. Assim como o Flu, além de bons resultados, o Flamengo não para de comemorar contratações, mesmo as duvidosas, como a recente de Ederson.

Mesmo com avanços, estamos longe da excelência esportiva

No fim de tudo, vamos continuar no terceiro lugar no Pan com menor número de medalhas do que em Guadalajara. O que não quer dizer que pioramos, mas também não houve avanço significativo, embora em determinados esportes, como natação, as marcas tenham melhorado. O basquete evoluiu com o recente trabalho de Magnano, o vôlei se perturbou um pouco com seleções paralelas, mas se saiu bem na renovação. Ainda houve o previsível brilho do handebol, especialmente da seleção feminina, campeã do mundo. Do atletismo, só boas intenções.

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