Suspeito de estuprar jovens em Jacarepaguá se entrega

Acusado deve ser interrogado ainda hoje

Por O Dia

Rio - Renan Menezes de Souza, acusado de estuprar uma jovem em abril deste ano, se entregou no Fórum Regional de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, na tarde desta quinta-feira. A informação foi confirmada pela assessoria do Tribunal de Justiça. Ainda segundo o TJ, Renan deve ser interrogado no local, que recebia audiência de instrução e julgamento sobre o caso.

Renan é acusado de ter cometido agressões e estuprosDivulgação

Renan é investigado por diversos crimes de estupro.  O primeiro caso registrado contra ele foi em 2009, quando o acusado tinha 17 anos. Na época, mesmo sendo menor, Renan já dirigia um Honda Civic pela Zona Oeste. De acordo com a família da vítima, ele adotou a mesma tática: ofereceu carona e atacou a adolescente, na época com 13 anos. Nesse episódio, a promotoria informou que Renan teria ameaçado o padrasto da vítima, caso fizesse o registro, mas ele não se intimidou e procurou a polícia.

No mais recente caso, filho de dono de uma rede de supermercados e lutador de artes marciais, segundo a denúncia do Ministério Público, o réu, após dar uma carona para a vítima, levou-a para um local afastado e, com violência, praticou o crime. Ela contou ter sido atacada dentro do carro dele, nos fundos de um condomínio de luxo de Jacarepaguá, onde ele mora. A vítima disse que o rapaz a imobilizou, arrancou seu short e a estuprou. Informações juntadas ao processo apontam ainda que Renan tentou intimidar amigos da jovem, através de telefonemas e mensagens postadas no Facebook. Durante a investigação, outras duas adolescentes foram até a Delegacia da Mulher (Deam) para fazer a mesma queixa.

Portal lançou cartaz com recompensa

O Portal dos Procurados lançou cartaz com recompensa de R$ 2 mil reais, por informações que levassem a prisão de Renan. O juízo da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá, a pedido do promotor Eduardo Paes Fernandes, decretou a prisão preventiva ele, mas o rapaz não foi encontrado pela polícia e foi considerado foragido. 

A periculosidade de Renan, segundo o juiz, é inquestionável, especialmente porque vem colecionando vítimas sexuais que se calam por medo de que algo ainda mais grave lhes aconteça. “Talvez acreditando que a sua condição social – classe média – lhe garanta alguma proteção jurídica, o acusado age como se pudesse fazer o que bem quisesse”, acrescentou.

O próprio perfil do lutador, segundo o juiz, recomenda a sua prisão cautelar para que se permita à vítima e às testemunhas a tranquilidade necessária para depor em juízo. Por isso, o promotor ressalta a importância de a Justiça manter a prisão do acusado. Ainda de acordo com decisão da justiça, o réu pretende o quanto puder pressionar as pessoas que irão depor, a fim de não incriminá-lo. Consta ainda em sua ficha uma anotação criminal por estupro e três ocorrências policiais também por estupro e perturbação do trabalho ou do sossego alheio.

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