Pai de santo é preso suspeito da morte de menino de 3 anos em Caxias

Segundo a polícia, após levar Caio Silva de Moura para ser atendido na UPA de Sarapuí e saber da morte da criança. Alan da Silva Souza Santos, 24, fugiu da unidade

Por O Dia

Rio - O pai de santo Alan da Silva Souza Santos, de 24 anos, foi preso na noite deste domingo, acusado da morte do menino Caio Silva de Moura, de 3 anos, no bairro de Sarapuí, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A mãe da criança, a garçonete Aline Souza de Lima, 29, tinha deixado Caio e o irmão gêmeo dele, aos cuidados do suspeito, para ir trabalhar. A vítima deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro e morreu. Ao saber do ocorrido, Alan tentou fugir.

Segundo a garçonete, ela tinha trabalhos a realizar no fim de semana e deixou os gêmeos com Alan, por volta das 13h de sábado. Aline buscaria as crianças na noite de domingo. Ela contou que conhecia o pai de santo a cerca de dois anos, quando realizou uma consulta com ele. A mãe revelou que já tinha deixado os filhos aos cuidados dele por um mês, também por motivo de trabalho.

O pai de santo Alan da Silva Souza Santos%2C de 24 anos%2C foi preso na noite de domingo acusado da morte do menino Caio Silva de Moura%2C de 3 anosReprodução / TV Globo

De acordo com o delegado Evaristo Pontes, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), pouco depois das 18h, Alan chegou a UPA de Sarapuí de carro com as duas crianças em busca de socorro para Caio. Ele ficou no veículo e pediu que o vizinho a quem tinha pedido ajuda que entrasse com a criança, enquanto aguardava com o irmão dele no carro.

Os médicos da unidade desconfiaram do caso e acionaram os seguranças. Ao saber da morte de Caio, Alan abandonou o irmão dele e fugiu no carro. Policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) foram chamados e que conseguiram detê-lo próximo de casa.

Ainda segundo o delegado, conforme o laudo médico, Caio morreu em decorrência de uma forte lesão no tórax, que culminou em uma hemorragia interna. A polícia suspeita que a criança tenha sido atingida de forma contundente no peito por algum objeto contundente. Em, depoimento, Alan negou que tenha agredido o menino.

Um exame também foi solicitado ao Instituto Médico Legal (IML). Os médicos da unidade suspeitaram que a criança pudesse ter sido vítima de abuso sexual, mas nada foi constatado. Ela também tinha pequenas manchas na pele. Ao delegado, Aline contou que o menino se curava de uma doença de pele.

"Já tinha deixado as crianças aos cuidados dele uma vez, por um mês. Meus filhos nunca reclamaram de nada, nunca apareceram machucados. Uma amiga até disse que ele cuidava muito bem das crianças. Não sei o que pode ter acontecido", disse emocionada a garçonete, durante a madrugada na DHBF, em Belford Roxo.

Alan foi indiciado por homicídio qualificado, sem chance de defesa para a vítima. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.

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