Detran-RJ injetou mais de R$ 91 milhões em fiscalização e educação na Lei Seca

Em pouco mais de seis anos e meio, ação já salvou milhares de vidas

Por O Dia

Desde 2009%2C Detran-RJ já injetou mais de R%24 91 milhões em fiscalização e educação na OperaçãoDivulgação

Rio - Tida como menina dos olhos do Governo e tratada como medida que deve ser encarada como política de estado, a Operação Lei Seca já salvou milhares de vidas em pouco mais de seis anos e meio do lançamento, em março de 2009. Para o presidente do Detran-RJ, José Carlos dos Santos Araújo, a frente do Departamento de Trânsito desde janeiro, a “Lei Seca não poupa ninguém”. Segundo o presidente, esse é um dos pontos positivos da iniciativa.

“Jogador de futebol, artista de televisão, juiz, morador da Baixada ou da Zona Sul. Não importa. Se for parado e estiver errado, vai ser punido! Acredito que esse seja o segredo do sucesso da Operação. Na blitz, os cidadãos são tratados da mesma forma, não importa o cargo ou a situação financeira. Isso gera confiança na população. Outro fator importante que considero um diferencial é a forma de tratamento como os agentes atuam: sempre com muita educação e respeito ao cidadão, agindo de forma diferenciada e servindo como exemplo”, afirma.

Mas não tem segredo. A prática de respeitar o infrator segue uma linha pensada para atingir dois polos distintos: fiscalizar e punir, mas também educar e conscientizar. Hoje, a iniciativa serve de parâmetro para outros estados do Brasil e do exterior.

A Operação, coordenada pela Secretaria de Governo estadual, é financiada pelo Detran-RJ. Desde que foi lançada, o Detran-RJ já aplicou mais de R$ 91 milhões no programa, sendo R$ 15 milhões destinados para campanhas educacionais com o objetivo de conscientizar motoristas da perigosa combinação entre álcool e direção, preservando o cidadão. “Esse projeto é grandioso. É uma vitória. Vejo muitos jovens hoje que optam pelo táxi ou ônibus na hora de sair para as boates, por exemplo”, afirma o presidente. “Estamos falando da mudança de comportamento que contribui para a vida”, completa o vice-presidente do Detran-RJ, Rodrigo Silva Ferreira.

25 mil carteiras suspensas

Além da verba, o órgão colabora cedendo 143 agentes por semana para a realização das operações por todo o estado. Desde a criação, 25 mil carteiras foram suspensas e 59 mil processos para suspensão instaurados. Somente em 2015, 14.970 carteiras foram suspensas e foram abertos 16.177 processos de suspensão de habilitações.

“Estamos em busca da diminuição do número de pessoas flagradas. Por isso, usamos várias formas para conscientizar. Queremos que chegue um momento que a Lei Seca não seja mais necessária. Que se torne cultural não beber quando for dirigir”, finaliza o presidente.

Operação será intensificada durante as festas de fim de ano. Todo o efetivo será mobilizado a partir do dia 24 de dezembro em todo o estadoDivulgação

Mais de dois milhões de motoristas abordados em menos de sete anos

Até a madrugada da última sexta-feira (10), 2.059.913 motoristas foram abordados, 405.603 foram multados, 81.471 veículos foram rebocados e 140.602 motoristas tiveram a CNH recolhida. Foram realizados neste período 1.803.912 testes com o etilômetro e em 140.602 foram comprovadas a alcoolemia. E o número vai aumentar.

A Operação será intensificada durante as festas de fim de ano. Todo o efetivo será mobilizado a partir do dia 24 de dezembro em todo o estado.

O sucesso do programa também já serviu de inspiração para outros estados do país e o exterior. Vinte delegações brasileiras, entre elas Pernambuco, Acre, Rondônia e Alagoas e duas delegações internacionais, da Venezuela e Espanha, enviaram comitivas ao Rio com o objetivo de importar o modelo de gestão da Lei Seca fluminense.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2013 houve 12% de redução no número de mortes no trânsito no Brasil, em comparação com o ano de 2012.

SE BEBER, NÃO DIRIJA

Quem for flagrado sob efeito de álcool é enquadrado no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A infração é considerada gravíssima (7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação), com penalidade de multa (R$ 1.915,40) e abertura de processo para suspensão da carteira. Além disso, o veículo fica retido até a apresentação de outro condutor habilitado e em condições de dirigir que não tenha ingerido bebida alcoólica.

Para o coordenador geral da Operação Lei Seca, tenente coronel Marco Andrade, os dois pilares principais da Operação - punição e educação - já influenciaram as atitudes da sociedade. "Acredito que houve uma mudança de hábito da população fluminense. Na primeira pesquisa realizada após o ínicio das ações, 20% dos condutores eram flagrados. Em 2011, esse número caiu para 10%. Hoje, cerca de 7%”.

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