Antes de viver 'Laura', Priscila Steinman diz nunca ter visto uma luta na vida

A personagem é uma fria advogada, que luta como válvula de escape

Por O Dia

Rio - Ela já foi mocinha e vilã na Globo, mas poucas personagens mexeram tanto com o interior de Priscila Steinman quanto Laura, a advogada fria, fechada e calculista que a atriz interpreta na série ‘Questão de Família’, cuja terceira temporada chega ao fim hoje, no GNT.

Ela vive Laura%2C uma advogada que lutaDivulgação

“Essa mulher é uma vítima da vida, sofreu vários traumas na infância”, explica Priscila, que teve de aprender a lutar muay thai para gravar a maioria das cenas da personagem. “A Laura fez da luta uma válvula de escape para os problemas dela e me exigiu muita dedicação porque eu nunca tinha visto uma luta na vida”, revela.

Sem conhecer o esporte, Steinman conta que tinha preconceito com quem o praticava, mas o trabalho fez com que a atriz mudasse de ideia. Por isso mesmo, a gratidão. “Eu não gosto de violência e achava desnecessário. Quando comecei a estudar para compor a personagem, aprendi que a luta tem uma filosofia e passei a admirar. Sou feliz por essa oportunidade”, garante a moça de 28 anos.

Embora tenha muito carinho por Laura, Priscila reconhece que é muito diferente da lutadora. “Eu sou mais solar, tenho o riso solto. A Laura sorri em momentos muito cruciais, é uma mulher triste”, avalia ela, que se considera uma pessoa melhor depois de “conhecer” a personagem. “A prática do esporte é fundamental. Minha vida está bem diferente com o muay thai”, celebra.

ESTREIA NO TEATRO

Além da TV, Priscila se prepara para estrear amanhã a peça ‘Rita Formiga’, no Teatro Poeirinha, em Botafogo. Apaixonada pelo projeto que homenageia o ator Domingos de Oliveira, ela deseja levar o espetáculo também para São Paulo, mas teme a falta de patrocínio. “As pessoas precisam se envolver. Essa peça é muito divertida, mas está indo na cara e na coragem, sem ajuda (patrocínio)”, desabafa.

Feminista, Steinman acredita que “o empoderamento feminino tem de ser desmitificado” e que seus últimos trabalhos colaboram com a discussão: “Estou fazendo a minha parte. Emendei bons papéis, interpretei mulheres que tomam a iniciativa.” 

Últimas de Diversão