Assassinos de Patrícia Acioli têm condenações mantidas pela Justiça

Defesa de cinco PMs condenados pela morte da juíza em 2011 havia recorrido da decisão judicial

Por O Dia

Rio - Cinco policiais militares envolvidos na morte da juíza Patrícia Acioli, em agosto de 2011, tiveram suas condenações mantidas pela Terceira Câmara Criminal do Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A defesa de Sérgio Costa, Jovanis Falcão, Jefferson de Araújo, Júnior Cesar de Medeiros e Carlos Adílio Maciel havia recorrido da decisão que os condenou por homicídio qualificado e formação de quadrilha, mas os desembargadores mantiveram a condenação e o patamar das penas fixadas no primeiro grau.

Juíza Patrícia Acioli foi morta a tiros em agosto de 2011 quando chegava em casa, em Niterói, Região MetropolitanaReprodução Internet

Segundo o Ministério Público, a tese sustentada durante o julgamento foi de que havia provas suficientes de que os condenados cometeram o crime. “Há provas revelando a participação de todos no homicídio da vítima que, em virtude de sua atuação como magistrada, estava criando entraves a práticas criminosas”, diz texto.

Em outubro de 2011, o MP ofereceu denúncia contra os acusados e, em abril de 2012, foram condenados os primeiros réus. Comandante do 7ºBPM (São Gonçalo) na época do crime, o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, considerado o mandante do assassinato, foi condenado em março deste ano a 36 anos de prisão.

Na época do crime, a juíza Patrícia Lourival Acioli era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, na Região Metropolitana. A magistrada, que foi assassinada na porta de casa com 21 tiros, em Niterói, na Região Metropolitana, atuou em diversos processos em que os réus eram policiais militares envolvidos em supostos autos de resistência, quando suspeitos morrem em confronto com os PMs.

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