Caminhada homenageia vítimas de incêndio da Boate Kiss

Cerca de 300 familiares e amigos estavam presentes na série de homenagens às 242 pessoas mortas no acidente

Por O Dia

Rio Grande do Sul - A uma semana de completar um ano da tragédia de Santa Maria, cerca de 300 familiares e amigos deram início, nesta segunda-feira, a uma série de homenagens às 242 vítimas do incêndio na Boate Kiss. Pela manhã, eles promoveram caminhada silenciosa da Igreja Nossa Senhora de Fátima até o Santuário Basílica Nossa Senhora Medianeira, onde o arcebispo do município, dom Helio Rupert, celebrou uma missa.

Emocionado, o presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Adherbal Ferreira, disse que o ato foi importante para chamar a atenção do Poder Público. “Não podemos deixar cair no esquecimento. Viemos aqui homenagear nossos filhos e cobrar mudanças”.

O coral da Universidade Federal de Santa Maria participou da celebração, marcada também por pedidos de justiça. Com faixas, cartazes e camisetas, familiares levaram fotos dos jovens e pediam punição aos acusados. Hoje, ninguém está preso. Os quatro principais acusados, os sócios da boate, Elissandro Calegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão, foram soltos em maio.

Homenagem feita às vítimas do incêndio na boate Kiss em Santa MariaAgência Brasil

Também em memória dos jovens mortos no incêndio, ocorrerá a partir de sábado o 1º Congresso Internacional Novos Caminhos, que debaterá a prevenção e a segurança para que não acorram novas tragédias. O encontro terminará no dia 27, quando o incêndio da Kiss completa um ano. O dia será dedicado a uma série de homenagens.

O incêndio na Boate Kiss ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, causando a morte de 242 pessoas e deixando mais de 620 feridas. O fogo começou durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, quando um dos músicos acendeu um artefato pirotécnico no palco. A espuma usada para abafar o som do ambiente era imprópria para uso interno e produziu substâncias tóxicas, como cianeto, o que causou a maioria das mortes. A boate funcionava com documentação irregular e estava superlotada.


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