Por karilayn.areias

Rio - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez nesta quinta-feira apelo para que a sociedade brasileira discuta os impactos nas contas do governo em razão da flexibilização do fator previdenciário aprovado no Senado Federal.

Na avalia√ß√£o do ministro, todos as pens√Ķes e as aposentadorias s√£o importantes para a classe trabalhadora, mas representam grandes volumes de recursos or√ßament√°rios. Segundo Levy, antes de qualquer decis√£o do governo, ‚Äú√© preciso fazer muitas contas para encontrar uma solu√ß√£o‚ÄĚ.

Os senadores aprovaram na quarta-feira (27) a Medida Provisória (MP) 664, que altera a forma de concessão de benefícios previdenciários e estabelece novo cálculo para a concessão de aposentadoria. Pelo texto aprovado, fica valendo a chamada regra do 85/95. A alteração estabelece que o trabalhador receberá seus proventos integrais, quando, no cálculo da aposentadoria, a soma da idade com o tempo de contribuição for 85 para mulher e 95 para homem.

Para Levy, se o Congresso Nacional entendeu que h√° mais espa√ßo de comprometimento das despesas com a Previd√™ncia Social, o assunto tem que ser discutido em um √Ęmbito mais amplo da pr√≥pria sociedade.

O ministro disse que, com a discuss√£o de ajuste fiscal, o pr√≥prio Senado tem se mostrado sens√≠vel sobre o impacto do pagamento de tributos para as empresas decorrente de desonera√ß√Ķes fiscais. Em raz√£o desse impacto, as empresas argumentam que n√£o conseguem pagar a Previd√™ncia Social.

E acrescentou: ‚ÄúPelo menos √© o argumento para n√£o querer pagar a contribui√ß√£o patronal. Ent√£o, se hoje, com o que [h√°], as empresas n√£o conseguem pagar, imagine se voc√™ aumenta o custo da Previd√™ncia. Ent√£o, acho que tem todo um equil√≠brio a ser discutido pela pr√≥pria sociedade‚ÄĚ, disse.

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