Obama recebe dalai-lama e defende diálogo com China sobre Tibete

Pequim reage a anúncio de encontro afirmando que Obama deixa monge budista usar Casa Branca como palco antichinês

Por O Dia

São Paulo - O presidente americano, Barack Obama, se reunirá com o líder espiritual tibetano no exílio, o dalai-lama, na Casa Branca nesta sexta-feira, um encontro que coincide com a preocupação dos EUA com as tensões e os direitos humanos em áreas tibetanas da China. O anúncio do encontro atraiu um veemente protesto de Pequim.

Líder espiritual se reúne nesta sexta com ObamaEfe

"Estamos preocupados com tensões contínuas e a deterioração da situação dos direitos humanos em áreas tibetanas da China", disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, Caitlin Hayden.

"Vamos continuar a exortar o governo chinês a retomar o diálogo com o Dalai Lama ou com seus representantes sem condições prévias como um meio para reduzir as tensões", disse Hayden em comunicado, acrescentando que o encontro será às 10 horas locais (12 horas em Brasília).

O líder no exílio, que está nos EUA para um giro de palestras, é famoso por sua luta pacífica por uma maior autonomia do Tibete, algo ao qual a China se opõe veementemente. Da última vez que ele se reuniu com Obama, em 2011, a China afirmou que o encontro prejudicou as relações entre a China e os EUA. O governo chinês teve uma reação parecida em relação a uma outra reunião dos dois em 2010.

Nesta sexta-feira, a China reivindicou que Obama cancelasse imediatamente o encontro, acusando-o de deixar o monge budista usar a Casa Branca como palco para promover atividades antichinesas.

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