Editorial: Faltam ética e decoro no conselho

A Câmara deveria ter o mínimo de seriedade para permitir isenção dos trabalhos, nem que para isso tivesse de afastar envolvidos

Por O Dia

Rio - O que menos se viu nas sessões dos últimos dias da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara foi comportamento condizente com o nome do colegiado. Desde anteontem se testemunham cenas do mais baixo pugilato no tenso processo de cassação de Eduardo Cunha. Mas pior que a baixaria que insiste em dar o tom das discussões é o jogo de manobras para retardar os trabalhos.

Mais uma vez se lamenta o fato de os parlamentares ignorarem os apelos de Dona Sônia, cuja carta pedindo a retomada das atividades no Brasil e o fim da brigalhada foi publicada pelo DIA na quarta-feira. Sobram ofensas e falta vergonha.

A mesma vergonha que permite que se manobre para atrapalhar o andamento da comissão, incluindo até a dificuldade para ceder sala. A Casa deveria ter o mínimo de seriedade para permitir isenção dos trabalhos, nem que para isso tivesse de afastar envolvidos. Mas, em vez disso, postergam decisões, e o país continua parado na crise.

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