Idosa morre baleada no Complexo da Maré

Terezinha Justina da Silva foi levada para o Hospital Federal de Bonsucesso, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Maré é patrulhada por tropas federais desde o dia 5 deste mês

Por O Dia

Rio - Uma mulher de 74 anos morreu após ser baleada na noite desta segunda-feira, na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, região patrulhada pelas tropas federais desde o dia 5, após ser ocupada pela PM. Ela foi identificada como Terezinha Justina da Silva. É a segunda morte na região num período de 48 horas. No mesmo dia foi sepultado Jefferson Rodrigues da Silva, de 18 anos, morto no sábado por homens da Força de Pacificação.

Ainda não há informações sobre em que circunstância Terezinha foi baleada. Segundo a polícia, a vítima deu entrada pouco depois das 22h no Hospital Federal de Bonsucesso. Pouco depois ela não resistiu aos ferimentos e morreu. A informação foi confirmada pela Assessoria de Comunicação do hospital.

Uma outra pessoa também teria sido ferida na mesma noite na Vila dos Pinheiros, mas ainda não há confirmação. O porta-voz da Brigada de Infantaria Paraquedista, que integra a Força de Pacificação na Maré, major Alberto Horita, informou que as tropas não relataram confrontos de militares com bandidos. Ele afirmou que o Exército desconhece a informação de duas pessoas baleadas na noite de terça-feira na Maré.

A Polícia Civil investiga a morte de Jefferson. Em depoimento na 21ª DP (Bonsucesso), que investiga a morte do jovem, três PMs contaram que horas antes de supostamente trocar tiros com os fuzileiros navais e ser morto, Jefferson e o suspeito que o acompanhava e fugiu também teriam atirado contra uma guarnição da polícia.

Jefferson não tinha antecedentes criminais. Os soldados alegam que ele atirou contra os militares. A família diz que ele apenas se assustou e correu com a presença deles. A tia do jovem, a camelô Silvana Siqueira Soares disse que ele trabalhava em um lava-jato.

O titular da 21ª DP, delegado Delmir Gouveia, aguarda os resultados do laudo para dar continuidade a investigação.

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