01 de janeiro de 1970
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o mapa do paticumbum

Jorge Aragão abre temporada do Terreirão, enquanto a Feira Carioca do Samba põe empreendedorismo no estilo musical

Por RICARDO SCHOTT

Roberta Sá faz show no Samba Iaiá
Roberta Sá faz show no Samba Iaiá - Divulgação/Marcos Hermes

É batuque em todos os lugares do Rio. O fim de semana traz excelentes novidades para quem frequenta rodas, decora letras de músicas de Cartola e Zeca Pagodinho e anima-se com a chegada do Carnaval. O Terreirão do Samba retoma atividades de cara nova neste domingo, com apresentação de Jorge Aragão e da Roda das Rodas, um encontro de 40 rodas de samba da cidade. E ali pertinho, hoje e amanhã, rola a segunda edição da Feira Carioca do Samba, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian.

AGENDA CHEIA

Nos dois eventos, diversão e cultura caminham de mãos dadas. A começar pelo fato de ser tudo localizado num dos berços do samba no Rio, a Praça Onze. O Terreirão já tem agendado para 2 de dezembro (Dia Nacional do Samba) o show de Leci Brandão, ao lado da turma do Samba do Trabalhador. O local vai ter shows de graça todas as sextas de novembro e dezembro, às 17h. Em 1º de janeiro de 2018, às 15h, vai rolar pré-Carnaval do Cordão da Bola Preta. Em fevereiro, shows de samba a preços populares com vários artistas novos e consagrados.

A ideia é que o local passe a funcionar como uma arena pública de samba. "O projeto para o Terreirão foi pensado com base no respeito às tradições do samba e na reverência ao passado histórico daquele território", diz a secretária Municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira.

EMPREENDEDORISMO

Samba é trabalho. E a segunda Feira Carioca de Samba volta disposta a tratar não apenas de batuque, mas de empreendedorismo. Há rodas de conversa sobre memória do samba, gestão artística e até sobre o uso de redes sociais, com nomes como Luis Antonio Simas, Moyséis Marques e o produtor João Carino. E isso além de sessão de cinema com documentários, exposição de caricaturas de Noel Rosa ('Noel é 100'). Confira tudo em feiracariocadosamba.com.br

"E o evento termina com o que a gente mais gosta, que é samba, festa e cerveja gelada", conta Bianca Calcagni, idealizadora do evento. Ela se refere ao fato de a Feira terminar com a premiação do Concurso Lefê de Samba, homenagem ao produtor cultural Lefê Almeida, morto em 2015, e que criou a feira com ela. É no Terreirinho, lá mesmo no Calouste, às 18h de amanhã.

"Já temos dez selecionados, gente do Pará, de Minas Gerais, e do Rio também. Vamos conectar pessoas e fomentar o futuro do gênero", alegra-se Bianca. E não tem música só no fim da festa. Hoje também tem pandeiros e tamborins, com o Pagode do Biro, e convidados como Ana Costa e Mariana Baltar, às 18h.

PARA SAMBAR

O DIA selecionou outros eventos dedicados ao estilo: tem os dez anos do Samba da Ouvidor, a Feijoada da Família Portelense, shows de Arlindinho e Armandinho (A Cor do Som). E na quinta que vem tem o Samba Iaiá, com Pretinho da Serrinha de anfitrião de nomes como Roberta Sá e o próprio Jorge Aragão.

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