Fla se classifica num duelo dos mais eletrizantes

Rubro-Negro chega a estar perdendo por 3 a 1 para o Flu, mas busca empate, vai à semifinal da Sul-Americana e leva Maracanã à loucura

Por Vitor Machado

Renato Chaves marca o 2º do Flu: zagueiro balançou a rede duas vezes
Renato Chaves marca o 2º do Flu: zagueiro balançou a rede duas vezes - Alexandre Brum / Agencia O Dia

A torcida cantava 'festa na favela', enquanto o time transformava o campo em pista de dança. A comemoração da classificação para a semifinal da Sul-Americana, com empate heroico em 3 a 3 com o Fluminense, ontem, no Maracanã, por pouco não poderia ser confundida com a de um título. Ao eliminar o rival, num jogo cheio de acertos de contas, o Rubro-Negro renova as energias e faz as pazes de vez com a arquibancada.

No Dia de Todos os Santos, a torcida do Fluminense, logo aos 3 minutos, encontrou motivos para evocar a bênção de João de Deus. Lucas recebeu de Marcos Júnior, invadiu a área e abriu o placar.

A primeira dívida do dia foi paga sete minutos depois. Diego, que perdera o pênalti na final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, marcou um golaço, em falta sofrida por ele na entrada da área.

A torcida do Fla, que tinha a vantagem do empate, passou a fazer a festa, mas terminou o primeiro tempo em silêncio, após Renato Chaves, vilão da primeira final do Carioca, marcar o segundo, de cabeça, aos 41, em falha de Willian Arão.

Os tricolores começaram a cantar mais alto, enquanto testemunhavam o surgimento de um herói improvável. Aos 9 do segundo tempo, o zagueiro mais uma vez ganhou de Arão pelo alto e ampliou a vantagem. O jogador rubro-negro se candidatava a culpado pela eliminação.

Reinaldo Rueda demorou a mexer no time, mas, quando colocou Vinicius Júnior no lugar de Trauco, aos 19, mudou a partida. Quatro minutos depois, o garoto avançou e encontrou Everton Ribeiro. O camisa 7, em passe sensacional de calcanhar, deixou Felipe Vizeu livre para diminuir.

A partir daí, os rubro-negros aumentaram o volume. No ritmo de "vai pra cima deles, Mengo", o time acelerou e passou a pressionar o Fluminense. Acuada, a equipe de Abel Braga abusava do chutão e rezava por um contra-ataque salvador.

A oração atendida, porém, veio dos rubro-negros. Willian Arão, aos 38, foi do inferno ao céu. Pará cobrou falta pela direita e o volante, desta vez, subiu mais alto do que todo mundo. A bola tocou na trave, mas, como se empurrada por São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, padroeiro do Flamengo, morreu no fundo do gol. Hoje, Dia de Finados, a cara de enterro fica com os tricolores.

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Renato Chaves marca o 2º do Flu: zagueiro balançou a rede duas vezes Alexandre Brum / Agencia O Dia
2017-11-01 - Taça Conmebol - Jogo entre Flamengo x Fluminense, no estádio do Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro. Foto de Alexandre Brum / Agência O Dia Alexandre Brum / Agencia O Dia
Zagueiro tricolor Reginaldo domina a bola observado por Felipe Vizeu fotos Alexandre Brum / Agencia O Dia

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