Adriana com Aílton Graça e a atriz Gabriela Dias, que faz Lurdinha, filha do casal na ficção - Leo Faria
Adriana com Aílton Graça e a atriz Gabriela Dias, que faz Lurdinha, filha do casal na ficçãoLeo Faria
Por BRUNNA CONDINI

Após três anos longe da Globo, Adriana Lessa comemora sua Gracinda na série 'Cidade Proibida' na emissora. A personagem é uma mulher firme, mãe, casada com o delegado Paranhos, vivido por Aílton Graça, por quem é apaixonada. "É uma mulher forte e amável. Muitas mulheres na vida como ela são fontes de inspiração", diz.

A paulista de Guarulhos começou a carreira ainda na adolescência, em 1986, com o prestigiado diretor teatral Antunes Filho, no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) em São Paulo. E é no teatro que Adriana tem estado nos últimos tempos. "Lá a magia e proximidade da resposta do público são imediatas", conta. Ela gosta do palco, e o palco retribui. Tanto que concorreu este ano ao prêmio de melhor atriz coadjuvante por sua personagem Deolinda, a primeira esposa do Cartola, no musical 'Cartola, o Mundo É Um Moinho'. "Fazer essa homenagem possibilita a visibilidade do protagonismo negro e também o fortalecimento desta representatividade no palco, na plateia e na vida", observa. "É importante resgatarmos nossa ancestralidade! Apesar de toda nossa miscigenação, nosso Brasil é um país com muitos preconceitos e intolerâncias".

E a atriz já está de volta aos palcos em São Paulo, no Teatro Gazeta com uma versão de 'Monólogos da Vagina', de Eve Ensler, na concepção de Miguel Falabella. O espetáculo chega por aqui em 5 de janeiro, no Teatro dos Grandes Atores. "Apresentamos questões sobre descobertas, traumas e relacionamentos".

DOSE DUPLA

Ela também está na TV, na reprise da novela 'Senhora do Destino' (2004), vivendo Rita, a personagem oprimida e que sofre o feminicídio. "Lamentavelmente, esta questão está enraizada em nossa cultura. A violência contra a mulher existe desde os tempos de nossa colonização", constata.

E ela lamenta que, mesmo tantos anos depois do folhetim, essa ainda seja uma questão a ser combatida. "Atualmente em nosso país, uma mulher a cada 11 minutos é estuprada e, a cada dois minutos, cinco mulheres são violentadas. A situação da violência contra a mulher existe, deve ser denunciada e tratada".

Você pode gostar
Comentários