Haddad muda gestor de publicidade da prefeitura de SP

Comunicação do prefeito era alvo de críticas inclusive do ex-presidente Lula. Agora, a coordenação de publicidade deixa de ser subordinada ao secretário de Comunicação, Nunzio Briguglio, e passa para as mãos do petista Chico Macena

Por O Dia

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu que sua popularidade viria das ações de seu governoDivulgação

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) assinou um decreto que retira a Coordenação de Publicidade da Secretaria de Comunicação e passa o departamento para a Secretaria de Governo. Com a decisão, a publicidade legal e as publicações de interesse do município passam a ser geridas pelo secretário Chico Macena, militante petista considerado próximo ao ministro-chefe da Casa Civil da presidenta Dilma Rousseff, Aloízio Mercadante. A comunicação de Haddad é alvo de críticas públicas do partido, inclusive do ex-presidente Lula, que culpa a falta de publicidade pela baixa popularidade da gestão. O prefeito sempre defendeu que sua popularidade viria das ações de seu governo e, por isso, não teria dificuldade de divulgá-las sem aumentar gastos com publicidade.

Alguns petistas chegaram inclusive a responsabilizar a falta de preocupação do prefeito com a propaganda de seus feitos pelas dificuldades do partido na disputa eleitoral deste ano, em que o senador Eduardo Suplicy e o candidato ao governo paulista Alexandre Padilha foram derrotados. O PT também reduziu as bancadas estadual e federal por São Paulo e a presidenta Dilma Rousseff teve no Estado uma votação muito abaixo do esperado no primeiro turno. Macena já produzia um boletim de divulgação das ações da administração paulistana. Outros secretários também já contavam com o apoio de agências de comunicação para divulgar seus feitos a frente do cargo. Agora com menos atribuições, o secretário de Comunicação, Nunzio Briguglio, é uma escolha pessoal de Haddad, de quem foi assessor de imprensa no Ministério da Educação.

Volta por cima de um ex-dissidente

No primeiro turno, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) se recusou a dar apoio ao candidato de seu partido ao governo de Minas, o ex-prefeito de Juiz de Fora Tarcísio Delgado, pai do deputado Júlio Delgado. Lacerda é aliado fiel do presidenciável Aécio Neves (PSDB) na política local e, por isso, preferiu permanecer ao lado do tucano Pimenta da Veiga, derrotado já no primeiro turno pelo petista Fernando Pimentel. Agora, com a declaração de apoio dos pessebistas a Aécio na segunda etapa da disputa nacional, o prefeito voltou a se sentir mais a vontade dentro de seu próprio partido e superou as divergências.

Jango 2

João Alexandre Goulart, neto do presidente da República deposto pelo golpe militar de 1964, é um defensor da reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT). Filiado ao PDT, Goulart vê a petista como vítima de um “golpe do neoliberalismo” e compara a situação atual dela com a de Jango.

Rede começa a ter primeiros furos

Fundadores da Rede Sustentabilidade já consideram a hipótese de criar um novo partido para manterem vivas as ideias de "nova política" e "horizontalidade nas decisões". Para eles, o apoio de Marina Silva (PSB), principal líder da Rede, a Aécio Neves (PSDB) fere os princípios pregados pelo grupo nos dois últimos anos. A insatisfação já vinha desde as propostas tidas como neoliberais do programa da candidata, mas ficou ainda mais grave agora, depois da declaração dela em favor do tucano.

Aécio deixa gosto amargo entre marineiros

O porta-voz da Rede, Walter Feldman, considera que a divisão em torno do apoio de Marina Silva ao presidenciável Aécio Neves (PSDB) no segundo turno não deve provocar rachas dentro do grupo. Mas ele admite que alguns colegas que defendiam a neutralidade e até mesmo apoiam a presidenta Dilma Rousseff (PT) ficaram “amargurados” com a situação.

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Com Leonardo Fuhrmann

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